Equipas de resgate estão hoje no Sri Lanka a aproveitar a melhoria das condições climatéricas e a diminuição do nível da água para chegar a milhares de pessoas afetadas por inundações e derrocadas, que causaram pelo menos 146 mortos.

As autoridades disseram que está a dissipar-se a esperança de encontrar sobreviventes entre os 112 desaparecidos em dois dias de chuvas torrenciais e deslizamentos de terras nas regiões oeste e sul.

O Centro de Gestão de Desastres (DMC) do Sri Lanka, num relatório citado pela agência Efe, refere 442.299 pessoas afetadas pela chuva em 15 dos 25 distritos do país, com 101.638 pessoas resgatadas em 319 locais.

Os níveis de água nos distritos de Hambantota e Ratnapura estão a começar a diminuir, mas noutros lugares, como no rio Nilvala, o nível da água está a subir, disse à Efe o porta-voz do DMC, Pradeep Kodippili. E apesar de o tempo ter melhorado, mais chuvas estão previstas para hoje e segunda-feira.

“Fomos capazes de retirar as pessoas dos locais ao redor durante a noite”, acrescentou Pradeep Kodippili. Trabalhadores dos serviços de resgate têm tentado colocar sacos de areia nas margens do rio.

O número de pessoal afeto ao trabalho de emergência aumentou para 1.700 e estão a ser preparados veículos militares de transporte para ajudar na evacuação das áreas afetadas, disse o porta-voz militar, Senevirathne Roshan.

As Nações Unidas informaram que estão a prestar assistência nos esforços de socorro em resposta a um apelo do Governo.

Os deslizamentos de terras são comuns no Sri Lanka durante a estação das monções, atendendo à deflorestação, que deixa o solo incapaz de absorver a água.

A forte precipitação registada nos últimos dias no Sri Lanka, país normalmente afetado por chuvas durante a época das monções (que atinge o sul da Ásia no período do verão), surge após vários meses de seca.

Em finais do ano passado, o Sri Lanka foi atingido pela pior seca da última década, com cerca de 713.000 pessoas afetadas.