Um, dois, três, seis. Só este mês. E dez, desde o início do ano. O cruzamento entre aviões e drones em espaço aéreo está a tornar-se demasiado frequente e pode mesmo levar a TAP a tomar uma posição de força, caso o problema de mantenha, como explica Fernando Pinto, presidente executivo da companhia e… um fã de drones.

Se continuarem a penetrar no espaço aéreo, nós mesmos vamos defender que o drone não poderá voar mais. E isso poderá ser um movimento forte no mundo todo. Se acontecer algo mais sério com um avião, com certeza que todos eles deverão ser impedidos de voar”, defende Fernando Pinto.

“É uma preocupação e uma pena, porque sou um fã de drones. Vieram para ficar, são uma ferramenta de trabalho importante e até uma ferramenta de lazer, onde se podem tirar fotos e fazer filmagens. Agora, pela irresponsabilidade de alguns isso pode ser destruído, a nível europeu e mundial”, referiu à RTP.

Está a ser mal utilizado, de uma forma perigosa, que nos preocupa. Pode danificar um avião, pode destruir um avião, e isso preocupa-nos muito. Aqui fazemos um apelo a quem faz essa operação dos drones que, por favor, mantenham os drones nos limites que são especificados pelas autoridades. Mantendo os limites, não tem risco nenhum”, completou.

À TSF, Fernando Pinto foi mais longe. “Se continuarem a penetrar no espaço aéreo, nós mesmos vamos defender que o drone não poderá voar mais. E isso poderá ser um movimento forte no mundo todo. Se acontecer algo mais sério com um avião, com certeza que todos eles deverão ser impedidos de voar”, disse.

As declarações surgiram depois de um avião da TAP Express, operado pela White Airways, com mais de 70 passageiros, se ter cruzado na noite deste domingo com um drone a 900 metros de altitude, na aproximação ao Aeroporto de Lisboa.