Está concluída a autópsia ao corpo do fotógrafo Pedro Palma, que foi encontrado esta quarta-feira na bagageira do carro, depois de ter sido dado como desaparecido há uma semana. De acordo com o Correio da Manhã, os resultados preliminares apontam para uma intoxicação por álcool, ainda que os resultados toxicológicos só venham a ser conhecidos dentro de um ou dois meses.

Esta demora prende-se com exames mais pormenorizados na área da toxicologia que terão de ser feitos a diversos órgãos do corpo do fotógrafo. O objetivo desses exames passa por identificar a eventual presença de drogas ou de outros químicos que expliquem a morte de Palma.

Ao que o Observador apurou, os inspetores da Polícia Judiciária (PJ) continuam a trabalhar no quadro de suicídio.

Depois de ter estado desaparecido desde quinta-feira da semana passada, o carro de Pedro Palma acabou por ser encontrado esta terça-feira, em Sintra, sendo que o corpo só viria a ser encontrado um dia depois, dentro da bagageira do mesmo carro. Esta quarta-feira, o Observador dava conta de que o cadáver de Pedro Palma tinha sido encontrado com uma garrafa de uma bebida alcoólica ao lado e sem quaisquer lesões ou indícios de luta.

O Correio da Manhã falou entretanto com o amigo de Pedro Palma que, dias antes, lhe tinha comprado o carro. Segundo Francisco Adão, a polícia não o autorizou a aproximar-se do carro, nem a abrir a bagageira, onde viria a ser encontrado o corpo.

O carro foi encontrado terça-feira, mas só um dia depois é que o cadáver foi descoberto, o que fez com que os restos mortais de Pedro Palma só tivessem chegado ao Instituto de Medicina Legal na quarta-feira já durante a noite. A autópsia só foi feita esta sexta-feira, sendo que o funeral só poderá realizar-se sábado. Segundo o Correio da Manhã, a análise ao corpo indica que estaria em coma alcoólico, tendo resistido pelo menos até segunda-feira.

Pedro Palma foi encontrado descalço, mas com os sapatos junto ao corpo, assim como a chave do carro e os documentos. A PJ está a investigar o cenário de suicídio. O destacamento de uma brigada de homicídios para tratar do caso é o procedimento normal mesmo quando existem indícios de suicídio.