Quem diria que o Presidente russo, Vladimir Putin, afinal não se importava nada de conduzir, no seu dia-a-dia, um Tesla. Pelo menos, foi o que afirmou à Bloomberg, numa conversa que teve durante o recente fórum sobre energia, organizado em Moscovo. À questão colocada pelo jornalista “está disposto a comprar um Tesla?”, Putin respondeu num directo: “E porque não?”

Não são conhecidas a Putin grandes preocupações pela protecção do ambiente e, em termos políticos, não é habitual revelar grande apreço pelos produtos americanos, os seus grandes rivais quando em causa está o domínio militar do planeta, pelo que a surpresa foi geral quando o líder russo revelou tão grande abertura aos automóveis eléctricos de fabrico americano.

Depois de brincar com os jornalistas, questionando-os sobre que tipo de veículos eles pensavam que se conduziam na Rússia, se apenas karts ou tanques de guerra, um Vladimir bastante bem-humorado confessou gostar de carros eléctricos “rápidos, velozes e eficientes, como os americanos ou japoneses”.

Se é óbvio que entre os automóveis de origem americana só se podia estar a referir à Tesla – aliás, a única marca mencionada na pergunta que lhe foi colocada –, já não é tão claro que modelo eléctrico japonês é que Putin conhece que seja rápido, veloz e eficiente. Só nos ocorre o Shinkansen, mas trata-se de um comboio de alta velocidade, pois em matéria de automóveis eléctricos os nipónicos ainda não enveredaram pela optimização das performances.

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Num país que vive da exploração petrolífera e do gás de petróleo liquefeito (GPL), o presidente russo afirma que, para proteger o ambiente num país com os seus recursos naturais, faz mais sentido apostar no GPL, que na Rússia é conhecido como autogas e que é utilizado por cerca de 10% do parque circulante.

É certo que o GPL apresenta algumas vantagens face à gasolina ou ao gasóleo, mas daí a considerar este gás amigo do ambiente vai uma longa distância. Aparentemente, não para Putin…