O primeiro-ministro, António Costa, admitiu esta terça-feira que existem problemas estruturais “não só na floresta como no sistema de prevenção e combate”. Numa visita ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, António Costa também sublinhou “aquilo que de positivo foi feito”.

O primeiro-ministro agradeceu o trabalho “extraordinário” dos profissionais do Serviço Nacional de Saúde, depois da visita ao Centro Hospitalar — onde estão instalados mais de metade dos feridos pelos fogos dos últimos dias — onde teve a oportunidade de falar com algumas das vítimas.

Tive o gosto de encontrar um bombeiro que ficou gravemente ferido no incêndio de Pedrógão, mas que hoje está aqui a recuperar”, contou.

Costa afirmou que “tudo contribuiu de alguma forma para que as coisas corressem pior”, sem especificar, alertando para a necessidade de resolver esses “problemas estruturais”.

O primeiro-ministro voltou a mencionar o Conselho de Ministros do próximo sábado que servirá para aplicar as conclusões do relatório da Comissão Técnica Independente que analisou os incêndios de Pedrógão Grande, onde morreram 64 pessoas. O primeiro-ministro apontou ainda “outras dimensões” daquilo que tem de ser feito: “Cuidar dos feridos e recuperar o território”. Costa revelou que vai reunir com os presidente de Câmara das localidades atingidas pelas chamas para fazer levantamento dos danos.

Depois de uma onda de reações críticas num post com uma imagem de António Costa, publicada na sua conta de Twitter oficial, o primeiro-ministro falou dos “momentos de grande angústia, de grande aflição” e garantiu que “o trabalho não acabou quando as chamas se apagaram”.

Comentários críticos disparam no Twitter de António Costa