As semelhanças entre o Elvis original e a sua versão francesa, Hallyday, são mais que evidentes. Apesar de ter nascido 8 anos mais tarde, em 1943, o francês Léo Smet, ou Johnny Hallyday, rapidamente seguiu as pisadas do seu ídolo Elvis Presley, abraçando o rock and roll e o cinema. E tirando partido de ter vivido 74 anos, contra os 42 de Elvis, a versão europeia do ícone da música teve uma carreira bastante profícua, tendo vendido mais de 100 milhões de discos e conquistado 18 álbuns de platina. Longe dos 600 milhões de discos comercializados por Elvis, mas, ainda assim, um valor muito respeitável.

O cortejo fúnebre na capital francesa, acompanhado por cerca de um milhão de fãs, foi impressionante – apesar do músico ter preferido ser enterrado na também francesa ilha caribenha de St Barts –, com mais de 700 motards a desfilar nos Campos Elísios. Isto porque Hallyday tinha espírito de homem das motos e sempre teve um fraquinho muito especial pelas Harley-Davidson, que coleccionou ao longo dos anos. Motos e carros, pois a sua colecção de automóveis era igualmente conhecida, com alguns exemplares deslumbrantes.

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O famoso rocker, que acumulou mulheres – teve seis, uma delas repetida – e filhos, deixando quatro descendentes, era conhecido pela sua paixão por tudo o que tivesse motor. Com apenas 18 anos recebeu um belo Triumph TR3, do então seu produtor Johnny Starck, sendo que uma das suas últimas aquisições foi o AC Cobra.

Apesar da sua casa nas Caraíbas, Johnny passava parte do ano em Los Angeles, onde se deslocava num Bentley Continental GT Speed Convertible, modelo que alternava com o Rolls-Royce Phantom Drophead Coupé. Quando o objectivo era incrementar o ritmo do batimento cardíaco, optava pelo Lamborghini Aventador SV.

Alguns dos modelos mais emblemáticos do Elvis francês sempre foram o lindíssimo Cadillac Series 62 Cabriolet, azul com capota branca em lona, e uma Harley Softtail Springer, ambos vendidos no início de 2017, com a verba reunida a reverter para a associação La Bonne Étoile, destinada as crianças órfãs e doentes, presidida por Hallyday e a sua esposa.

Na posse do cantor continuaram, até o cancro nos pulmões o afastar dos fãs, o Ford Mustang 390 GT, de 1967, com o qual participou em inúmeras competições, com destaque para o Rali de Monte Carlo desse mesmo ano, bem como um Jaguar Type E, um Porsche 356 B, dois Ferrari (um 275 GTB e um Testarossa) e um deslumbrante Hot Rod azul.

Resistiu igualmente ao passar dos anos o Citroën DS, com o qual teve o acidente em 1968 e que custou seis meses de internamento hospitalar a Sylvie Vartan, a sua primeira esposa. Curiosamente, este é o único automóvel francês que se lhe conhece, pois apesar de ter conduzido um Renault Floride Cabriolet, quando festejou o 18º aniversário, este modelo nunca mais foi visto.

A colecção de veículos pertence agora à esposa Laeticia Hallyday e aos filhos David, Latra, dos primeiros casamentos, além de Jade e Joy, as duas crianças vietnamitas adoptadas por Hallyday e Laeticia.

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#HotRod #Passion #losangeles

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