PSD

Montenegro diz que ideia de viabilizar Governo PS, defendida por Rio, é “suicidária”

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Ex-líder parlamentar do PSD diz que ideia de Rio de viabilizar um Governo minoritário do PS é "suicidária" e concorda com Relvas na ideia de que "o próximo presidente do PSD tem mandato de dois anos".

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Um apoio esperado, mas de última hora: Luís Montenegro encontrou-se com Santana Lopes em Aveiro para lhe declarar apoio e classificar a ideia de Rui Rio de viabilizar um governo minoritário do PS como “suicidária.” O ex-líder parlamentar do PSD diz que não compreende a polémica em torno das declarações de Miguel Relvas ao Público — onde o antigo ministro que o próximo líder “é para dois anos”e que “se não ganhar será posto em causa” — já que é uma observação de La Palisse.

À entrada para uma sessão de militantes em Aveiro, Montenegro explicou que é óbvio que “o PSD vai eleger um líder que tem dois anos de mandato, que terá de enfrentar alguns desafios: Europeias, eleições na Região Autónoma da Madeira e legislativas. Depois disso, terão de ser feitas avaliações.” Mas coloca-se, para já, fora da jogada: “Candidatos à liderança do PSD há dois: Santana Lopes e Rui Rio”.

O antigo líder parlamentar do PSD diz que sentiu necessidade de declarar apoio a Santana “como militante de base” porque o país está “a 21 de meses das eleições legislativas” e é preciso tentar “devolver ao país uma governação que não está, como a do PS, amarrada a Bloco de Esquerda e PCP”.

Luís Montenegro fez, depois, um ataque a Rio, dizendo que o atual PS é “o de António Costa, de Carlos César, de Pedro Nuno Santos, João Galamba ou Pedro Delgado Alves”, que se rendeu ao “bloquismo”. Por isso, avisa o ex-líder parlamentar, “é suicidário qualquer compromisso pré-eleitoral com este PS. Prometi que iria contrariar esta ideia. Hoje no final desta campanha dou este apoio. Não voto contra ninguém. Voto em Santana Lopes porque é a melhor pessoa para ocupar o espaço não-socialista, uma pessoa de grande sensibilidade social e que se identifica com a matriz social-democrata”.

O deputado do PSD explica assim que apoia “quem não quer ser a muleta socialista” e que reiterou que “a ideia deste PSD poder viabilizar um Governo deste PS ou é uma ingenuidade completa ou é o posicionamento estratégico do PSD contrário àquilo que o PSD precisa.”

Já no palanque, durante a sessão com militantes, Luís Montenegro, insistiu que está na altura de começar a trabalhar “para o PSD vencer as terceiras eleições consecutivas”, uma vez que “venceu as últimas duas”.

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