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Presidência da República

Recandidatura presidencial? “Pondero tudo, está tudo em aberto na minha vida”, diz Sampaio da Nóvoa

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Sampaio da Nóvoa faz o balanço de dois anos da presidência de Marcelo e aponta o risco de "desgaste da palavra presidencial" e da redução dos outros atores políticos a "figurantes".

TIAGO PETINGA/LUSA

Disputou as presidenciais de há dois anos com Marcelo Rebelo de Sousa, foi o segundo mais votado (ainda que com uma margem de 30 pontos percentuais de diferença para o primeiro) e, neste momento, Sampaio da Nóvoa não exclui que possa voltar a candidatar-se a Belém, numas próximas eleições.

Numa entrevista ao jornal Público e à rádio Renascença, o antigo reitor da Universidade de Lisboa diz que se há coisa que aprendeu nos últimos anos é que “nunca se deve dizer nunca a nada”. E em resposta concreta à pergunta sobre o que pondera neste momento em matéria de candidaturas presidenciais, Sampaio da Nóvoa diz: “Pondero tudo, está tudo em aberto na minha vida. Não há nada que eu não imagine que possa acontecer”. E ainda acrescenta que pode avançar “se entender que numa determinada fase isso é útil para o país, é útil para pessoas que de outra forma não se sentem representadas e pode criar alguma coisa que tenha sentido” para si e para o país.

Já sobre o homem que o derrotou há dois anos, Marcelo Rebelo de Sousa, Sampaio da Nóvoa aponta riscos ao mandato que está a exercer. “Acho que há um desgaste da imagem presidencial, um desgaste da palavra presidencial e há também um outro efeito que pode ser negativo que é muitas vezes reduzir o papel dos outros atores políticos quase como se fossem figurantes”, considera. O ex-reitor diz que muitas vezes os outros atores políticos “fazem quase papel de figurantes” e que “isso não é bom para a democracia portuguesa”. A outra preocupação manifestada é que Marcelo possa vir a “perder o peso da última palavra” com as intervenções excessivas que tem no espaço mediático.

Ainda assim, Sampaio da Nóvoa reconhecer que a presidência de Marcelo “deu uma dimensão de respeito e compaixão“, nomeadamente quando o país viveu as tragédias dos incêndios, em junho e outubro. O antigo candidato presidencial diz mesmo que este segundo ano do mandato de Marcelo Rebelo de Sousa “foi muito marcado pela proximidade”.

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