Moçambique repatriou cerca de quatro mil estrangeiros em situação ilegal em 2017, mais 46% que no ano anterior, segundo dados do Serviço Nacional de Migração (Senami).

No total, foram repatriadas 3.972 pessoas, numa lista liderada pelos países com os quais Moçambique tem as três mais extensas fronteiras: 871 cidadãos do Malaui, 744 do Zimbabué e 322 da Tanzânia. Seguem-se, na lista, 212 pessoas de origem nigeriana, segundo dados consultados esta sexta-feira pela Lusa.

Entre as principias infrações está a falsificação de passaportes, sendo que a maior parte das pessoas intercetadas pelas autoridades não tinha meios para sobreviver de forma autónoma.

As províncias de Cabo Delgado, no norte do país, e Tete, no centro, registaram o maior número de estrangeiros repatriados, com 81% do total. As operações de repatriamento custaram ao estado moçambicano 13 milhões de meticais (170 mil euros), de acordo com dados do Senami.