O antigo bastonário da Ordem dos Advogados (OA), António Marinho e Pinto, defende a recém-nomeada vice-presidente do PSD, dizendo que “com ela não há nepotismo“. Em declarações à SIC Notícias, o eurodeputado e “mentor” de Elina Fraga na OA, diz que a única “traição” que Rio fez ao escolher Elina Fraga foi “ao clientelismo político”. Marinho e Pinto diz ainda ter “muito orgulho“, como advogado, do que Elina Fraga fez na OA e lembrou que ela apresentou queixa-crime contra o Governo de Passos e Portas porque “não foi para a Ordem para servir o PSD, foi para servir os advogados”.

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Mas, se elogia Elina Fraga, Marinho e Pinto não poupa o PSD. O também líder do PDR lamenta o ataque à sua “delfim”, mas diz que “o PSD é mesmo assim: “Começam-se logo a atacar uns aos outros ainda antes de começarem a a trabalhar”. Questionado sobre se espera que o PSD seja melhor com Elina Fraga, Marinho e Pinto diz que como cidadão espera “muito pouco do PSD”, tal como o resto do país.

Na defesa da ex-bastonária, Marinho e Pinto disse ainda: “Quando Marques Mendes acusou Elina Fraga de populismo e demagogia deve estar a a referir-se a Paula Teixeira da Cruz. Ela é que foi populista e demagógica”. O antigo bastonário visou ainda o Ministério Público, dizendo que em vez de se preocupar em investigar Elina Fraga “devia investigar as despesas do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público e os dinheiros que recebeu do BES de Ricardo Salgado para aquela conferência faraónica realizada no Algarve há uns anos.”