O resultado líquido da Novabase caiu 50% em 2017, face ao ano anterior, para 4,8 milhões de euros, “impactado pela alienação da IMS em 2016”, anunciou esta quinta-feira a tecnológica portuguesa.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Novabase adianta que o volume de negócios subiu 3%, em termos homólogos, para 139,7 milhões de euros, e o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) aumentou 85% para 10,9 milhões de euros.

“As grandes variações no EBITDA e nos resultados líquidos, +85% e -50% respetivamente, explicam-se com as situações atípicas ocorridas no exercício de 2016: custo extraordinário ocorrido num projeto e mais-valia com a alienação do negócio de Infrastructures & Managed Services (IMS)”, explica a Novabase.

“Este último efeito levou também a que tivéssemos um ano recorde ao nível de geração de ‘cash’: mais de 31 milhões de euros. Sem tal efeito (+41 milhões de euros) e sem os dividendos pagos (-20 milhões de euros), a geração foi de 10 milhões de euros”, acrescenta a empresa.

“Os resultados de 2017 refletem o cumprimento dos objetivos traçados para o ano e as transformações que estamos a operar no nosso negócio”, refere o presidente, Luís Salvado, citado no comunicado.

“Por um lado, estamos a substituir atividade nas geografias com maior volatilidade e dificuldades cambiais por uma maior presença na Europa, a qual já representa cerca de 70% das operações internacionais”, prossegue, adiantando que a tecnológica intensificou a aposta na “especialização das ofertas, de forma a serem uma forte alavanca à digitalização do negócio dos clientes”.

Segundo o presidente, tal tem sido conseguido “não só com significativos investimentos em I&D [investigação e desenvolvimento], mas através da utilização de metodologias centradas nas pessoas, como o ‘design thinking’ e a gamificação”.

Este ano, a Novabase vai continuar as transformações no negócio, quer do ponto de vista de diversificação geográfica do risco, como também em relação aos investimentos nas ofertas.

“No curto prazo, esta decisão limita-nos o crescimento e a rentabilidade, mas, acreditamos, potenciará o acesso futuro a negócios de maior qualidade e sustentabilidade. Assim, prevemos atingir um volume de negócios de 140 milhões de euros com um EBITDA de oito milhões de euros” este ano, adianta a Novabase.