Minutos depois de aterrar na capital do Egito, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado pelos jornalistas sobre a situação na Síria, com as notícias e imagens de ataques com armas químicas, e fez a defesa do “caminho da paz”, seguindo a posição da União Europeia (UE), e da intermediação para se tentar solucionar o problema sírio.

Infelizmente tem vindo a subir o caminho da guerra, como diz o secretário-geral da ONU, convertendo, se não a região toda, mas particularmente a Síria, numa situação que já comparou a um quase inferno”, afirmou aos jornalistas.

Marcelo fez a defesa da posição do Estado português, Presidente e Governo, que passa pela condenação do que se tem passado “nas últimas semanas e nos últimos dias em particular” na Síria. Portugal defende, igualmente, “o apuramento de responsabilidades”, se é que “é possível apurar responsabilidades, levar mais longe esse apuramento em relação àqueles que tenham sido autores materiais e, sobretudo, autores morais do uso de armas químicas”, afirmou ainda.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, o mais importante é mesmo a “defesa do diálogo, fundamental para esta região”, e a “procura de todos os momentos para haver uma intermediação, que é única forma de resolver o problema da Síria”.

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Mais de 40 pessoas morreram no sábado num ataque contra a cidade rebelde de Douma, em Ghouta Oriental, que segundo organizações não-governamentais no terreno foi realizado com armas químicas. A oposição síria e vários países acusam o regime de Bashar al-Assad da autoria do ataque, mas Damasco nega e o seu principal aliado, a Rússia, afirmou que peritos russos que se deslocaram ao local não encontraram “nenhum vestígio” de substâncias químicas.

Citando informações fornecidas por organizações de saúde locais em Douma, o último bastião rebelde em Ghouta oriental, nos arredores de Damasco, a Organização Mundial de Saúde (OMS) indicou hoje que “cerca de 500 pessoas procuraram centros de atendimento exibindo sintomas de exposição a elementos químicos e tóxicos”.