O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, é esperado na abertura do ciclo de conferências “Diálogo com o Mosteiro dos Jerónimos”, a realizar na quinta-feira, em Lisboa, no âmbito do Ano Europeu do Património Cultural.

O antigo refeitório dos frades do Mosteiro dos Jerónimos é o cenário para as palestras, que vão decorrer até regularmente até janeiro de 2019, e que, segundo comunicado da organização, têm por objetivo colocar “em diálogo reconhecidas personalidades portuguesas em torno de temas que vão desde a Cultura, Língua, Arte, Inovação, ao Mar, Desenvolvimento, Ambiente, Economia, Turismo, Sociedade, Património e Cidadania”.

Segundo o programa divulgado, para a primeira conferência, a realizar na quinta-feira, são esperados Marcelo Rebelo de Sousa e a catedrática da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa Luísa Leal de Faria, no encontro “Mosteiro dos Jerónimos: um diálogo entre o espaço e o tempo”.

“No Ano Europeu do Património Cultural, que pretende reforçar o sentimento de pertença a um espaço europeu comum, o Mosteiro dos Jerónimos oferece-se como fonte de diálogo e espaço de reunião e de debate de ideias, sobre o ontem e o amanhã. Reconhecidas personalidades da sociedade portuguesa aceitaram o convite para participar nesta reflexão, em diálogo com o mosteiro”, segundo o comunicado.

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Até ao início do próximo ano, estão previstas 13 conferências, organizadas em dois ciclos: o primeiro a decorrer de 26 de abril a 5 de julho; o segundo, de 13 de setembro a 06 de janeiro de 2019.

A segunda conferência está marcada para 18 de maio, entre o pensador Eduardo Lourenço e o poeta e sacerdote José Tolentino Mendonça, e é dedicada à “Portugalidade e universalidade: que culturas na cultura?”.

No dia 24, o ex-dirigente do CDS/PP Adriano Moreira, jurista, que foi ministro do Ultramar no Estado Novo, e o cientista político Pedro Magalhães vão falar sobre a “Lusofonia e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) como desafio”.

Em junho, a ex-ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite e o administrador da Fundação Gulbenkian Pedro Norton dialogam no dia 07, sobre “Património público: números, interrogações e arte”, e, no dia 21, o chefe do Estado-Maior da Armada, almirante António Silva Ribeiro, e Tiago Pitta e Cunha, atual consultor da Presidência da República, que coordenou a Comissão Estratégica dos Oceanos entre 2003 e 2004, vão conversar sobre “Mar: Encontros e reencontros”.

Finalmente, a 5 de julho, o tema “A luxúria ambiental dos Descobrimentos e a biodiversidade de amanhã” põe à conversa no antigo refeitório dos Jerónimos, o investigador Filipe Duarte Santos, que, no ano passado, venceu o prémio “Carreira pela Sustentabilidade”, nos ‘Green Project Awards’, e a doutorada em Ecologia, pela Universidade de Coimbra, Helena Freitas.

A restante programação será anunciada oportunamente, segundo a organização.

A escolha do Mosteiro dos Jerónimos, classificado como património da Humanidade, é justificada por representar “o primeiro movimento global da nossa civilização — tendo provocado à época, alterações significativas na economia, cultura, ambiente, desenvolvimento, ciência, etc.”.

A comissão organizadora destas conversas é constituída pelo ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Diogo Freitas do Amaral, pela catedrática de Direito, Maria da Glória Garcia, e a diretora do Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém, Isabel Cruz Almeida, com apoio do Ano Europeu do Património Cultural, entre outras entidades.