O Governo negou a informação avançada pela Lusa que dava conta da construção de uma nova linha de alta velocidade (TGV) entre Évora, em Portugal, e Mérida, em Espanha. Em declarações à TSF, o ministro do Planeamento clarificou que se trata afinal de uma linha ferroviária convencional para mercadorias que substituiu a linha de TGV para Madrid, um projeto do Governo de Sócrates que caiu.

A informação dizia que, à margem da conferência sobre a rede de transporte transeuropeu, fonte europeia explicou, num encontro com jornalistas, que a notícia surge depois de uma reunião entre a comissária europeia dos Transportes, Violeta Bulc, e os ministros de Portugal, Espanha e França. O anúncio deveria ser feito através de um comunicado nas redes sociais.

A informação recolhida pelo Observador indica que será assinalada a prossecução desta ligação ferroviária a Espanha, com o lançamento em Portugal do concurso para a construção do troço entre Évora e a fronteira. Mas esta será uma linha convencional para mercadorias que substituiu a ligação em TGV nas candidaturas aos fundos europeus.

O projeto do corredor internacional sul pretende ligar os portos de Sines e Setúbal à fronteira. Está prevista a construção de um novo troço de linha, em travessa polivalente (ou seja preparada para no futuro permitir a circulação em bitola europeia), mas grande parte deste corredor será constituída por linhas já existentes que serão alvo de intervenções. O investimento total será superior a 500 milhões de euros. Esta é considerada uma linha de “alto desempenho” e no futuro poderá vir a evoluir para uma ligação que permita alta velocidade para passageiros.

Esta não é a primeira vez que o Governo tem de desmentir notícias que apontam para o regresso do projeto do TGV (rede de alta velocidade).

(em atualização)