Excluindo a lista de cinco países que têm apuramento sempre garantido para a final, os chamados “Big Five” (Reino Unido, Espanha, Alemanha, França e Itália), só a Ucrânia e a Austrália conseguiram apurar-se sempre para a última fase da Eurovisão, de entre os 43 que estiveram a concurso este ano. Além deles, só a Sérvia e Montenegro — país entretanto dividido em dois, que participou apenas duas vezes, em 2004 e 2005 — alcançou o feito.

A Austrália, que concorre este ano com o tema “We Got Love”, interpretado pela estrela pop do país Jessica Mauboy, participou quatro vezes no Festival Eurovisão da Canção. Em 2015, teve apuramento direto. Em 2016 e 2017, apurou-se nas semifinais (e conseguiu, nas finais, alcançar respetivamente 2º segundo lugar e um 9º lugar) . Esta quinta-feira, voltou a carimbar a passagem à grande final do concurso. Para isso muito terá contribuído a experiência da cantora Jessica Mauboy, que já atuara na Eurovisão em 2014, como convidada, e que já andou em digressão com Beyoncé e colaborou com Ricky Martin, Flo Rida, Snoop Dogg e Pitbull.

Mais impressionante é o feito da Ucrânia, que participou 15 vezes, teve de lutar pelo apuramento em dez edições (incluindo a atual) e chegou sempre à final, tendo vencido o concurso por duas vezes: em 2004, com o tema “Wild Dances”, cantado por Ruslana, e em 2016, com o tema “1944”, cantado por Jamala. Este ano, conseguiu o apuramento com o tema “Under The Ladder”, cantado pelo ucraniano Melovin.

Esta quinta-feira, apuraram-se os últimos dez dos 26 finalistas que vão competir pela vitória no festival este sábado, na Altice Arena, em Lisboa. Sérvia, Moldávia, Hungria, Ucrânia, Suécia, Austrália, Noruega, Dinamarca, Eslovénia e Holanda juntaram-se a Áustria, Estónia, Chipre, Lituânia, Israel, República Checa, Bulgária, Albânia, Finlândia e Irlanda no lote de finalistas que conseguiram o apuramente nas semifinais. Portugal (o país anfitrião desta edição), Reino Unido, Espanha, Itália, Alemanha e França apuraram-se diretamente para a fase final. Estes últimos têm sempre acesso direto, por serem os países que com mais dinheiro contribuem para a organizadora do evento, a União Europeia de Radiodifusão.