Palácio de Belém

Diretor do Museu da Presidência alugou presépios de Maria Cavaco Silva por 30 mil euros

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Ex-diretor do Museu da Presidência, Diogo Gaspar, é acusado de 42 crimes pelo Ministério Público. Um deles é o aluguer da coleção de presépios de Maria Cavaco Silva por 30 mil euros.

DR/Presidência da República

Está a ser acusado de 42 crimes, incluindo uma tentativa de enganar o então ministro da Cultura João Soares e uma venda e móveis a Belém que tinha roubado de…Belém. Diogo Gaspar, o ex-diretor do Museu da Presidência, que esteve à frente daquele Museu desde 2001, com Jorge Sampaio, até 2016, altura em que foi detido por suspeitas de burla e abuso de poder, nem a coleção de presépios de Maria Cavaco Silva poupou.

De acordo com o jornal Público, que este domingo faz manchete com os detalhes da acusação contra Diogo Gaspar, o ex-diretor do Museu da Presidência alugou os presépios da ex-primeira-dama por 30 mil euros no Natal de 2011. Tudo se passou quando as figuras se preparavam para ser expostas numa fundação em Cáceres: em vez de ser o Museu da Presidência a ceder os presépios, a coleção foi cedida através de uma empresa criada por Diogo Gaspar e uns amigos para prestar serviços ao Palácio de Belém.

“Apresentou a empresa à fundação Mercedes Calles y Carlos Ballestero fazendo crer que ela tinha a posse e disponibilidade dos presépios de Maria Cavaco Silva”, lê-se na acusação, citada pelo Público. Resultado? Quem organizou tudo foram os funcionários da secretaria-geral da Presidência da República, mas os 30 mil euros do negócio foram para a empresa de Diogo Gaspar e amigos — que também foram constituído arguidos no mesmo processo.

Diogo Gaspar está a ser acusado pelo Ministério Público de 42 crimes, entre eles crimes de abuso de poder, tráfico de influência e branqueamento de capitais. Além do negócio dos presépios, há muitos mais. Um deles, conta o Público, é uma tentativa de convencer o então ministro da Cultura João Soares a comprar a Manufactura Tapeçarias de Portalegre e transformá-la em fundação. O objetivo era ficar com uma percentagem do negócio: “Se a gente conseguir vender aquilo são cento e tal mil para cada um”, dizia Gaspar a um dos amigos numa conversa apanhada nas escutas da Polícia Judiciária.

Além disso, há ainda peças de mobília encontradas na casa de Diogo Gaspar que tinham sido tiradas a Belém ou postas para “abate” por indicação do próprio. Além de Diogo Gaspar, foram constituídos arguidos no processo três dos amigos do ex-diretor do museu, donos das empresas através das quais foram feitos os negócios em causa.

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