As fissuras abertas pelas erupções do vulcão Kilauea na Estrada Kahukai no Hawai estão a emitir chamas azuis por causa da presença de gás metano lançado para a atmosfera, descreveu o Serviço Geológico dos Estados Unidos. De acordo com o mais recente relatório do Observatório dos Vulcões do Hawai, as emissões de gases vulcânicos, inclusivamente de ácido sulfúrico, triplicaram desde o início da erupção por causa do aumento de volume de lava expelido pelo Kilauea. E o número de sismos provocados pelas erupções vulcânicas também voltou a aumentar.

Methane flames in road cracks in Leilani Estates Subdivision, May 22, 2018, ~11:30 PM HST.

The blue burning flames of methane gas were observed in the cracks on Kahukai Street, in the Leilani Estates Subdivision, on May 22, around 11:30 PM, HST. The view is to the southeast.When hot lava buries plants and shrubs, methane gas is produced as a byproduct of burning vegetation. Methane gas can seep into subsurface voids and explode when heated, or as shown in this video, emerge from cracks in the ground several feet away from the lava. When ignited, the methane produces a blue flame.Intermittent short bursts of methane are visible in the center area of the video. Lava fountaining is visible to the right and left sides of the video.Photos and videos are on the USGS–Hawaiian Volcano Observatory webpage at https://volcanoes.usgs.gov/volcanoes/kilauea/multimedia_chronology.html#usgs #hvo #hawaiianvolcanoobservatory #kilauea #volcano #KilaueaErupts #LERZeruption #LERZ #KilaueaEruption

Posted by USGS Volcanoes on Wednesday, May 23, 2018

Segundo a explicação dada pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos no Facebook, o gás metano é produzido quando a lava escaldante — quando chega à superfície vem a uma temperatura de 1.500 ºC — engole a vegetação que encontra no caminho, como árvores ou arbustos. O metano acumula-se depois nos espaços vazios que encontra debaixo da superfície mas volta a subir quando aquece porque se torna menos denso e precisa de expandir. É por isso que escapa pelas fissuras e incendeia o solo.

A chama é azul por causa da temperatura de combustão: o azul denota uma temperatura de combustão mais elevada do que uma chama amarela ou vermelha, explica ao Observador a investigadora Raquel Flores.