O chefe de Estado do Zimbabué, Emmerson Mnangagwa, anunciou esta quarta-feira a data de 30 de julho para as eleições presidenciais zimbabueanas, cumprindo a promessa de organizar uma votação desde que subiu ao poder, em novembro de 2017. Mnangagwa, também líder da União Nacional Africana do Zimbabué — Frente Patriótica (ZANU-PF), no poder desde a independência em 1980, garantiu também que irá apresentar-se à votação.

Mnangagwa tornou-se Presidente do Zimbabué após uma intervenção militar do Exército, que pôs cobro ao regime de Robert Mugabe, que liderou o país desde a independência. Como principal opositor terá Nelson Chamisa, que lidera o Movimento para a Mudança Democrática (MDC, na sigla inglesa), político que sucedeu a Morgan Tsvangirai, líder histórico do partido que morreu em fevereiro vítima de doença prolongada.

Além de Chamisa, existem vários outros candidatos de partidos políticos pouco expressivos. Mnangagwa tem estado a tentar fazer regressar o Zimbabué à cena internacional e declarou que pretende que as eleições presidenciais de julho decorram de forma “livre e transparente”, tendo convidado várias organizações internacionais para monitorizar a votação como observadores eleitorais.