Para quem sempre quis viver a experiência de um budista dentro de um templo japonês as notícias são boas: há uma nova lei que vai permitir, a partir do dia 15 de junho, que os quartos dos 77 mil templos japoneses possam ser utilizados para turismo. Um serviço dedicado ao alojamento quer tornar isto possível, avança o The Telegraph.

A estadia em alguns templos não é novidade, mas as leis tornavam difícil que as instituições religiosas fossem utilizadas para alojamento com fins comerciais. Antes da nova lei os proprietários de residências privadas apenas poderiam alugar quartos com uma licença e objetivo específico, mas com a presença permanente do responsável e se o espaço obedecesse a determinadas regras — os quartos tinham um tamanho mínimo e podiam ser alugados apenas em alguns distritos do Japão. A partir do dia 15 de junho não haverá restrições de espaço e o aluguer pode ser feito em todo o país.

Com estas alterações chega também o Terahaku, um projeto que quer ser uma espécie de Airbnb dos templos ao oferecer a oportunidade aos visitantes de poder dormir nas instalações budistas do Japão com maior facilidade. A ideia veio de uma empresa com sede em Osaka e vai permitir reservar a estadia nos templos pelo computador ou smartphone.

Através de parcerias com a Airbnb e a Booking.com, os utilizadores vão poder pesquisar os templos e fazer reservas em inglês, com taxas noturnas que variam entre os 80 e os 160 euros, como se de um comum hotel se tratassem.

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Segundo o website do projeto, os objetivos passam por contribuir para revitalizar os templos e as regiões do Japão, aproveitar os quartos vazios e promover a interação entre locais e visitantes, bem como a história do templo onde estão hospedados. Os visitantes vão também poder aceder aos jardins e aulas de treino de Zazen, uma prática dos budistas que utiliza a meditação como um elemento essencial.

O Terahaku espera ter cerca de 100 templos disponíveis para os turistas na altura em que o serviço for lançado, incluindo o histórico templo Mii-dera, anteriormente conhecido como Onjo-ji, junto ao maior lago do Japão, Biwa-jo.