O Governo venezuelano anunciou este sábado a libertação de 40 presos políticos, que se somam aos 39 libertados um dia antes. Isso mesmo foi confirmado pelo ministro da Informação, Jorge Rodríguez: “Outorgam-se hoje benefícios processuais a 40, que somados aos de ontem são 79“, declarou o ministro em conferência de imprensa, citado pelo El Nacional.

Presidente venezuelano diz que libertação de ativistas é “ato de benevolência”

De acordo com Rodríguez, outros poderão ser libertados ao longo das próximas horas. Segundo a presidente da Comissão da Verdade da Assembleia Consituinte, Delcy Rodríguez, a decisão foi tomada pelo próprio Presidente Nicolás Maduro. O objetivo de Caracas, diz o Executivo, é reduzir a tensão no país. Recorde-se que oMaduro foi reeleito recentemente em eleições que contaram com o boicote da oposição.

Entre os 40 libertados este sábado incluem-se o deputado Gilber Caro, o filho de um general (Raúl Emilio) e o deputado regional Wilmer Azuje. O dirigente do partido da oposição Comité de Organização Política Eleitoral Independente (Copei), Pedro Pablo Fernández, mostrou-se feliz pelo anúncio: “Este feito concreto tem de encher-nos de alegria, para lá de qualquer outra consideração”, escreveu.

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Contudo, a ONG venezuelana Foro Penal alertou para a situação, dizendo que dos 39 presos libertados inicialmente, apenas 16 são verdadeiros presos políticos. Segundo esta organização, existem atualmente mais de 350 presos políticos na Venezuela, entre eles Leopoldo Lopez, figura de proa da oposição.

Todos os presos libertados estão impedidos de viajar para o estrangeiro e de usar as redes sociais.