A Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária (PJ) esteve a investigar um potencial ataque terrorista que teria como alvo a Fundação de Serralves, no Porto. A notícia é avançada esta segunda-feira pelos jornais Correio da Manhã e i (link do artigo indisponível), segundo os quais o alvo seria o evento Serralves em Festa, que decorreu no último fim-de-semana na cidade.

A suspeita, que tinha como base um bilhete anónimo escrito em árabe e atribuído ao Estado Islâmico, acabou por se revelar um falso alarme. Conforme conta o CM, a nota que chegou às autoridades dava conta de atentados à bomba que seriam executados no sábado, mas após investigação à veracidade do bilhete e a buscas no recinto de Serralves, concluiu que se trataria de uma brincadeira de mau gosto.

O jornal i acrescenta que além da PJ, também o SIS e a PSP passaram o fim-de-semana em alerta depois de terem apanhado conversas entre supostos agentes de uma célula marroquina que também esteve sob vigilância durante a visita do Papa a Fátima, no ano passado. Na sequência dessa suspeita, as brigadas de minas e armadilhas inspecionaram as instalações de Serralves, tendo dado a operação como concluída no domingo de manhã.

Ainda assim, as autoridades mantiveram-se atentas durante todo o fim-de-semana, até porque, no dia que era visado nas (falsas) ameaças, a Fundação Serralves recebeu a visita do presidente da República que fez questão de participar no evento que costuma reunir milhares de visitantes.