Algarve

Marcha de 5 quilómetros pede requalificação urgente da principal estrada algarvia

Um percurso de cinco quilómetros, a pé ou de bicicleta, com autocarro de regresso no final, é o protesto lançado por um movimento de cidadania que defende obras urgentes na EN 125.

LUIS FORRA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Um percurso de cinco quilómetros, a pé ou de bicicleta, com autocarro de regresso no final, é o desafio lançado pelo Movimento de Cidadania dos Utentes da Estrada Nacional 125 (EN125) – sotavento aos participantes do protesto que convocou para este domingo no Algarve.

A marcha-protesto foi organizada pelo Movimento de utentes da zona sotavento (este) da estrada algarvia para pedir a requalificação urgente dessa troço da via e vai arrancar da rotunda de Vila Nova de Cacela, no concelho de Vila Real de Santo António, pelas 10:00, estando a chegada prevista para o entroncamento da Retur, já no concelho de Castro Marim.

O protesto, que conta com o apoio destes dois municípios algarvios, foi convocado para mostrar as graves deficiências no pavimento, com buracos, falta de bermas e de marcações, que existiam quando a marcha foi marcada, mas no início da semana a empresa pública Infraestruturas de Portugal iniciou as obras de requalificação urgente nos troços mais degradados dessa via já reparou parte do percurso previsto.

No entanto, tanto o dirigente do Movimento de Utentes, Hugo Pena, como os presidentes das Câmaras de Castro Marim, Francisco Amaral, e de Vila Real de Santo António, Conceição Cabrita, consideraram que as obras urgentes anunciadas e já executadas nesse troço pela Infraestruturas de Portugal são apenas “de fachada” e não resolvem definitivamente os problemas da via.

A organização do protesto pediu aos participantes que vistam uma camisola preta em sinal de luto pelo mau estado da estrada e espera conseguir manter a pressão sobre decisores políticos e sobre a empresa pública concessionária de estradas em Portugal para que façam o trabalho completo e não apenas trabalhos de reparação urgentes.

O dirigente do Movimento considerou que o “trabalho de pressão” feito sobre as entidades oficiais tem levado inclusivamente à atuação das Infraestruturas de Portugal (IP), que em abril anunciou a realização destes trabalhos de recuperação urgente ao longo de cerca de 38 quilómetros.

“Não é coincidência que, poucos dias depois da entrega da petição na Assembleia da República, a IP viesse anunciar as obras urgentes e hoje, que foi o encontro, viesse dizer que a consignação tinha sido feita hoje”, afirmou na ocasião, referindo-se à intervenção anunciada para a via, ao longo de cerca de 38 quilómetros, entre Olhão e Vila Real de Santo António, anunciada pela IP.

O protesto surge também depois de, na segunda-feira, uma delegação parlamentar ter estado em Vila Real de Santo António para fazer a audição de peticionários com o Movimento de Utentes e as autarquias, que tinham apresentado no parlamento uma petição com mais de 7.000 assinaturas pela requalificação urgentes da EN25 no sotavento algarvio.

Hugo Pena adiantou que, após a audiência com os peticionários, o deputado relator Cristóvão Norte (PSD) vai fazer o seu trabalho “e apresentar o relatório dentro de duas ou três semanas”, mas reconheceu que o debate da petição no plenário da Assembleia da República já não deverá ser neste ano parlamentar por questões de agendamento.

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