O protótipo do Pop.Up Next foi apresentado no Salão Automóvel de Genebra deste ano, em Março, mas só descolou esta quarta-feira, quando recebeu luz verde do Ministério dos Transportes do Governo Federal alemão. Trata-se de um projecto definido pelos seus criadores como de Urban Air Mobility e que pretende colocar no ar um serviço de táxis.

De acordo com as palavras de Bram Schot, o antigo responsável pelas vendas da Audi que momentaneamente desempenha funções de CEO, depois da prisão do seu antecessor Rupert Stadler, “o nosso objectivo é utilizar o nosso know-how para melhorar o nível de vida nas nossas cidades, desenvolvendo novos conceitos de mobilidade, com o Pop.Up Next a pretender transportar pessoas de forma mais rápida e não poluente dentro das grandes cidades”.

O projecto, apesar de envolver os três gigantes da indústria automóvel, aeronáutica e do design, vai agora começar a dar os primeiros passos, pelo que muito pouco se sabe sobre a forma como o Urban Air Mobility vai evoluir. Contudo, não deverá diferir muito do igualmente anunciado entre a Uber e a Boeing, também ele a pretender transportar mais rapidamente do ponto A ao B os passageiros que, por um valor superior, desejem evitar perder horas no trânsito. Os pontos de recolha de passageiros não deverão ser colocados ao nível da rua, mas sim no topo de edifícios seleccionados – com elevador, espera-se – que assim serão transformados em mini aeroportos.

Se à Italdesign cabe desenhar o veículo ao serviço do Pop.Up Next, uma cápsula que tanto pode estar instalada num veículo de quatro rodas, como acoplar a uma plataforma quadrotor, tipo drone, para voar alegremente. A Audi fabrica a cápsula e o veículo de quatro rodas, tudo em material ligeiro, porque quando se trata de voar o peso é ainda mais determinante. A Airbus faz aquilo que sabe fazer bem, voar, apesar dos aparelhos com quatro rotores não serem (ainda) a sua especialidade.

O espaço a bordo só está concebido para apenas dois e todos eles passageiros, uma vez que este é um táxi que elimina o taxista, uma vez que é autónomo. É o adeus definitivo a ser obrigado a ouvir o relato da bola sempre que se faz uma viagem, a ter de lidar com cheiro a transpiração ou a circular de janela aberta para poupar no ar condicionado, entre outros miminhos com que os taxistas tradicionais muitas vezes brindam os clientes nas grandes cidades.

Antes de ver o primeiro táxi voador no ar, num serviço aberto ao público, o que ainda deverá tardar no mínimo uma década (ou duas), vai ser necessário definir as regras de trânsito lá em cima e um sistema infalível para estabelecer prioridades e evitar acidentes. É que os toques a 500 metros de altura têm como garantia acabar sempre cá em baixo, isto porque a força de gravidade não perdoa, nem aos táxis aéreos.