Rádio Observador

Man Booker Prize

Pela primeira vez, um romance gráfico é candidato ao Man Booker Prize

"Sabrina", do norte-americano Nick Drnaso, é o primeiro romance gráfico a ser considerado para o Man Booker Prize. Michael Ondaatje é o único anterior vencedor incluído na longlist.

Nick Drnaso é o autor de "Sabrina", o primeiro romance gráfico a ser nomeado para o Man Booker Prize

Pela primeira vez desde que é atribuído, ou seja, desde 1969, o Man Booker Prize incluiu na primeira lista de candidatos um romance gráfico. Sabrina, do norte-americano Nick Drnaso, aborda o efeito da informação permanente depois do desaparecimento de uma rapariga e está presente na longlist divulgada esta terça-feira.

O júri do Man Booker Prize colocou Sabrina nos 13 escolhidos em detrimento de anteriores vencedores como Pat Barker, Julian Barnes, Peter Carey ou Alan Hollinghurst, e descreveu a obra de Nick Drnaso como “oblíqua, subtil e minimalista”, acrescentando que “as mudanças na forma da ficção” significavam que era apenas uma questão de tempo até um romance gráfico ser considerado para o prémio de 50.000 libras.

Na corrida a um dos prémios literários mais prestigiados está também o thriller Snap, da britânica Belinda Bauer. O livro conta a história de uma mãe que abandona os três filhos num carro avariado e detalha a luta dos irmãos para lidar com o seu desaparecimento. De acordo com o júri, trata-se de “um romance agudo e inteligente sobre a maneira como sobrevivemos ao trauma”.

A primeira lista de candidatos ao Man Booker Prize inclui as estreias de Sophie Mackintosh e Guy Gunaratne, com The Water Cure e In Our Mad And Furious City, respetivamente. O poeta Robin Robertson foi escolhido com The Long Take, o seu primeiro romance que mistura prosa e verso, enquanto que Everything Under, a estreia de Daisy Johnson na escrita romanceada, valeu-lhe o selo de autora mais jovem na longlist – ao lado de Sally Rooney, ambas com 27 anos.

Quanto a anteriores vencedores, apenas um. Michael Ondaatje, que venceu o prémio em 1992 com O Paciente Inglês, surge na longlist com Warlight, que abre na Londres de 1945, ainda a tentar renascer dos bombardeamentos da II Guerra Mundial. Outro nome forte na primeira lista de candidatos é Richard Powers, que já venceu um Pulitzer, com The Overstory.

A shortlist para o Man Booker Prize 2018 é anunciada a 20 de setembro, enquanto que o vencedor é revelado no dia 16 de outubro. Veja a longlist completa:

1. Snap, de Belinda Bauer (Reino Unido). Publicado pela Bantam Press

2. Milkman, de Anna Burns (Reino Unido). Publicado pela Faber & Faber

3. Sabrina, de Nick Drnaso (Estados Unidos). Publicado pela Granta Books

4. Washington Black, de Esi Edugyan (Canadá). Publicado pela Serpent’s Tail

5. In Our Mad And Furious City, de Guy Gunaratne (Reino Unido). Publicado pela Tinder Press

6. Everything Under, de Daisy Johnson (Reino Unido). Publicado pela Jonathan Cape

7. The Mars Room, de Rachel Kushner (Estados Unidos). Publicado pela Jonathan Cape

8. The Water Cure, de Sophie Mackintosh (Reino Unido). Publicado pela Hamish Hamilton

9. Warlight, de Michael Ondaatje (Canadá). Publicado pela Jonathan Cape

10. The Overstory, de Richard Powers (Estados Unidos). Publicado pela Willian Heinemann

11. The Long Take, de Robin Robertson (Reino Unido). Publicado pela Picador

12. Normal People, de Sally Rooney (Irlanda). Publicado pela Faber & Faber

13. From A Low And Quiet Sea, de Donal Ryan (Irlanda). Publicado pela Doubleday Ireland

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: mfernandes@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)