As ações da Apple atingiram esta quarta-feira um valor recorde. Segundo a BBC, esta subida vertiginosa fez com que o valor de mercado da empresa atingisse um milhão de milhões de dólares, ou seja, um bilião (1.000.000.000.000 de dólares). Em euros, algo como 861.025.000.000 euros.

Afinal, quanto é que é um "trilião"?

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A Matemática é uma ciência exata, contudo, depende do país onde estiver.

Na Europa, um bilião é equivalente a um milhão de milhões, ou seja, 1 000 000 000 000 (doze zeros). Já nos EUA, por sua vez, o mesmo valor é referido como um trilião e remete a um número com nove zeros — o que para nós é um milhar de milhões.

Na maior parte dos países europeus adotou-se uma escala para nomear os números grandes — a escala longa — enquanto nos EUA (e no Brasil também, por exemplo), escolheu-se uma escala mais curta. Tudo é igual até ao milhão, depois é que começam as diferenças: na escala curta, o termo é multiplicado por mil vezes pelo anterior; na longa, é multiplicado por um milhão.

Este sistema mantém-se desde 1948, quando esta escala longa foi apresentada, pela primeira vez, na 9.ª Conferência de Pesos e Medidas.

A valorização dos títulos na sessão bolsista em Nova Iorque ultrapassou, logo pela manhã, os 5% e fez com que cada ação chegasse a valer cerca de 201 dólares, valor muito próximo dos 207 dólares que seriam precisos para atingir o valor recorde. Por volta das 12h, as ações atingiram os 207,05 dólares (178,24 euros), ultrapassando a tal barreira de valor. Pouco depois, porém, o preço por ação desceu ligeiramente abaixo desta meta — o objetivo de quebrar o recorde, porém, já tinha sido alcançado.

Esta valorização surgiu depois da empresa norte-americana anunciar que a procura pelos modelos mais caros do iPhone subiu mais do que o previsto, mesmo tendo em conta que o número de encomendas tenha subido apenas 1%.

O preço médio de venda de um iPhone ronda os 724 dólares (623 euros), bem acima dos 694 dólares (597 euros) previstos pelo mercado, o que é um indicador de que está a ser mais alta a procura dos modelos mais rentáveis..

A gigante da tecnologia afirma que o seu iPhone X — lançado há um ano e com o preço de cerca de dólares 999 dólares — foi o modelo mais vendido dos últimos trimestres e fez com que as vendas aumentassem consideravelmente.

Os lucros da Apple, então, aumentaram cerca de 31% na área de serviços de negócios (inclui a App Store, Apple Music, iTunes Store e Apple Pay), elemento que também teve o seu peso nesta histórica valorização.

Consultado pela CNBC, o analista da GBH Insights Dan Ives, diz que esta valorização “prova o quão poderoso se tornou o ecossistema da Apple nos últimos anos”. Vai mais longe, afirmando ainda que “este não é o fim”, o especialista acha que esta conquista é apenas um sinal de que “foi atingido um novo patamar de lucro e crescimento”.

Para Ives, a crescente evolução do lucro que a empresa tem conseguido extrair das áreas de sofware e serviços foi determinante.

“Isto só mostra que a visão de Steve Jobs e Tim Cook em garantir que a Apple não se restringe apenas ao hardware está a ser cumprida”, concluiu.

A Amazon, por sua vez, também esteve perto de atingir este patamar histórico, tendo ultrapassado a barreira dos 900 mil milhões no passado mês de julho. A empresa da maçã, por sua vez, já levava um grande avanço — chegou ao mesmo patamar em novembro de 2017.

A Apple não é, contudo, a primeira empresa mundial a atingir o patamar do bilião de dólares. Esse marco foi atingido pela PetroChina, na primeira sessão bolsista da empresa, em 2007, em plena escalada dos preços dos combustíveis. Foi apenas por momentos, porém, que essa empresa esteve a valer mais de um bilião de dólares, numa primeira sessão bolsista com enorme volatilidade — e, desde então, a empresa tem tido muitas dificuldades na bolsa de valores para corresponder às expectativas iniciais (hoje vale menos de 200 mil milhões).