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Há 30 anos, Prince pediu a destruição de todos os exemplares do disco The Black Album — que seria o 16.º da sua carreira. Aquele álbum “maldito”, como chegou a classificá-lo, aquele álbum rejeitado é (até por isso) um dos mais procurados na discografia do cantor norte-americano e acaba de bater um recorde: uma cópia foi vendida por  27.500 dólares (perto de 24 mil euros), batendo assim o seu próprio registo como disco mais caro de sempre comercializado pelo site de música Discogs. Em 2016, outro dos exemplares do álbum já tinha valido 16 mil euros.

Prince quis lançar The Black Album em 1988, chegando mesmo a enviar cópias promocionais a jornalistas e DJ’s. Mas antes de o editar, o cantor, que morreu em 2016, arrependeu-se: diz ter tido uma epifania e abortou a missão. Anos depois, haveria de explicar o sucedido à Rolling Stone: “Estava muito enraivecido naquela altura e isso refletiu-se no álbum. De repente percebi que podemos morrer a qualquer momento e somos julgados pela última coisa que fizemos. Eu não queria que aquela raiva, aquela coisa amarga fosse a minha última coisa“.

O disco ainda chegaria às lojas em 1994 pela mão da editora Warner Brothers — mas de forma muito limitada e sem qualquer reedição desde esse momento. O álbum tornava-se, assim, um dos mais raros na longa obra de Prince. A cópia que chegou ao Discogs é um dos 500 mil exemplares espalhados pelo mundo e pertencia a um antigo funcionário de uma fábrica que produzia discos de vinil em Toronto.

“Há poucos artistas tão colecionáveis como Prince e o The Black Album é um dos discos mais valiosos do mundo”, referiu Jeff Gold, que representou o vendedor em todo o processo. O álbum vinha numa capa preta, apenas com o número de série e sem título. O suficiente para deixar — ou reforçar — a sua marca no site Discogs.

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