A chuva de meteoros conhecida como chuva de Perseidas, que costuma ser visível durante o mês de agosto, pode voltar a ser vista na noite de 12 para 13 de agosto deste ano. Segundo o Observatório Astronómico de Lisboa, a reunirem-se todas as condições mais favoráveis, poderemos observar cerca de 110 meteoros por hora este ano.

O pico da chuva deverá ocorrer logo a partir das 21h de domingo e deverá durar até às 8h da manhã do dia seguinte, mas só a partir das 23h será possível ver a olho nu as chamadas “estrelas cadentes”. Essa é a altura em que o ponto radiante da chuva, na constelação de Perseus (que dá o nome de Perseidas a este fenómeno), passa a estar visível nos nossos céus. A revista Sky & Telescope aconselha mesmo a utilizar a localização da constelação Perseus no céu como ponto de referência para avistar as Perseidas: “Quando vir um meteoro, acompanhe o rasto que este deixou para trás. Se chegar à constelação Perseus, então o que viu foi uma Perseida.”

Estas “estrelas” são na verdade pequenos pedaços de rocha, compostos por poeira e areia, que resultam do rasto deixado pela passagem do cometa Swift-Tuttle. Quando a Terra, na sua rota em torno do Sol, passa pela zona onde estão estes detritos, eles desintegram-se ao entrar em contacto com a atmosfera terrestre, deixando riscados nos céus rastos luminosos — as tais “estrelas cadentes”.

O Observatório Astronómico de Lisboa relembra que a observação da chuva de meteoros é mais difícil nas cidades, devido ao excesso de luz e à altura dos prédios. Para além disso, o espetáculo desta chuva de estrelas pode ser limitado pelo estado do tempo, já que em caso de muita nebulosidade o céu deixará de estar totalmente limpo e visível.

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A Lua deverá dar uma ajuda a esta chuva de estrelas deste mês de agosto, já que estará na fase de Lua nova desde este sábado, o que significa que haverá menos uma luz no céu a ofuscar a chuva de estrelas. Para além da chuva de Perseidas, na noite de domingo e na madrugada de segunda-feira será ainda possível observar bólides de fogo (meteoros extremamente brilhantes) e os planetas Marte, Saturno e Júpiter.

Contudo, se não conseguir apanhar as “estrelas cadentes” desta noite, não se preocupe: pode sempre ver as imagens captadas pelo Observatório de Lowell, no Arizona (EUA), que estarão disponíveis neste site a partir da manhã de segunda-feira.