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Morreu Kofi Annan, ex-secretário-geral das Nações Unidas

Este artigo tem mais de 3 anos

O ex-secretário-geral da ONU e Nobel da Paz morreu este sábado. António Guterres descreve-o como "uma força que nos guiava para o bem" e Jaime Gama recorda o papel que teve em Timor-Leste

O ex-secretário-geral das Nações Unidas morreu este sábado aos 80 anos. A notícia foi confirmada através da página de Twitter oficial do prémio Nobel da Paz.

“É com profunda tristeza que a família Annan e a Fundação Kofi Annan anunciam que Kofi Annan, o ex- Secretário-Geral das Nações Unidas e vencedor do Prémio Nobel da Paz, morreu pacificamente este sábado, 18 de agosto, depois de uma breve doença” — lê-se no início do comunicado que anunciou o desaparecimento do ganês. Annan cumpriu dois mandatos à frente das Nações Unidas, entre 1997 e 2006. Nascido em 1938, foi o primeiro negro a assumir a liderança desta aliança mundial, tendo ocupado quase todos os patamares da hierarquia desta organização.

Casado e pai de três filhos, Kofi Annan destacou-se, principalmente, durante a guerra do Iraque e a pandemia do HIV/Sida. Atualmente cumpria funções de enviado especial da ONU na Síria, trabalhando para encontrar uma solução pacífica para a guerra que ainda hoje prolifera. Ao mesmo tempo liderava o The Elders, um grupo de líderes mundiais que trabalham em prol dos direitos humanos desde 2007. Em 2013 tornou-se o líder dessa mesma organização.

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Annan encontrava-se hospitalizado em Berna, na Suíça, na companhia de Nane, a sua mulher, e os filhos: Ama, Kojo e Nina. Sucedeu Boutros Boutros-Ghali na liderança das Nações Unidas e é descrito como “um filho do Gana” que “sentia uma grande responsabilidade para com o continente Africano”.

Entretanto, António Guterres, o atual Secretário-Geral da ONU, utilizou a sua conta oficial de Twitter, António Guterres para expressar as suas condolências, classificando o diplomata ganês como “uma força que nos guiava para o bem”. Afirma também que se junta “ao mundo” no lamentar da sua morte.

“Nestes tempos conturbados e turbulentos, o seu legado como campeão pela paz servem de verdadeira inspiração para todos nós”, escreveu ainda o ex-primeiro-ministro português.

Recorde-se que António Guterres tomou posse como atual Secretário-Geral da ONU no dia 1 de janeiro de 2017, depois de ter sido eleito pela Assembleia Geral da mesma instituição internacional a 13 de outubro de 2016. Antes de assumir estas funções, Guterres foi escolhido pelo próprio Annan para Alto Comissário da ONU para os Refugiados.

Jaime Gama, ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros que acompanhou de perto o primeiro mandato de Kofi Annan, entre os anos de 1995 e 2002, descreveu o diplomata ganês ao Observador como tendo sido um “Secretário-Geral da Nações Unidas excecional”, principalmente “por causa da forma como lidou com os períodos mais conturbados de Timor-Leste”.

“Tinha uma enorme sensibilidade no tratar da ordem internacional e na preservação dos direitos da democracia”, afirma o político português, antes de destacar ainda a forma como “tentou levar a cabo uma grande reformulação da ONU e fez de tudo para pôr na agenda da organização a defesa da liberdade política”. Na ótica de Gama, Annan “tinha um grande conhecimento e experiência” e “foi alguém que muito dignificou o seu país natal, o Gana, assim como todo o continente africano”.

“Partiu um homem que trabalhou verdadeiramente pela promoção dos Direitos Humanos. Um homem conciliador, carismático e dedicado que tive o prazer de conhecer e constatar o seu bom humor e a sua total entrega ao cargo de secretário geral das Nações Unidas”, é desta forma que começa a emocionada homenagem que Catarina Furtado deixou na sua página oficial de Facebook a propósito da morte de Kofi Annan. A apresentadora portuguesa é hoje Embaixadora do Fundo das Nações Unidas para a População e recorda o dia em que, “em Nova Iorque”, pôde conversar com Annan e “outros embaixadores da ONU”.

Descreve-o como sendo “aparentemente tímido” mas não foi isso que o o inibiu de a incentivar na sua missão. “Jamais esquecerei as suas palavras mas o mais importante é não esquecermos dos seus esforços para termos um mundo bem mais equilibrado, justo, sustentável e igualitário. Sei bem que não é o que temos neste momento, mas sei bem também que precisamos de mais homens e mulheres, como Kofi Annan!”, escreveu.

Despede-se  fazendo suas as palavras de António Guterres: “Kofi Annan, filho orgulhoso de África, que se tornou um campeão global da paz e de toda a humanidade”.

O ex-presidente da República Jorge Sampaio recebeu hoje com “mágoa” a notícia da morte do “amigo” Kofi Annan, antigo Secretário-Geral das Nações Unidas, que recorda pela “estatura intelectual e força moral”, “dinamismo” e solidez de presença e convicções.

“São raras as pessoas que dificilmente imaginamos que possam um dia desaparecer, mas Kofi Annan era seguramente uma delas. A sua estatura intelectual e força moral, o seu dinamismo, a solidez da sua presença e convicções sempre se sobrepuseram ao sentido da vida efémera e à mortalidade própria dos humanos”, afirma Jorge Sampaio, num comunicado.

Para o antigo Presidente da República, o “desaparecimento súbito” de Kofi Annan provoca um “sentimento de choque e injustiça que não são facilmente superáveis”, principalmente para alguém que, como Jorge Sampaio, privou com ele “em contextos diversos e durante vários anos”.

Jorge Sampaio recorda como, enquanto Presidente da República, se encontrou com o então Secretário-Geral das Nações Unidas a propósito da causa de Timor Leste, da luta contra o HIV-SIDA e da agenda dos Objetivos do Desenvolvimento Milénio.

Foi, aliás, Jorge Sampaio quem distinguiu Kofi Annan, em nome de Portugal e dos portugueses, com o grande colar da Ordem da Liberdade, em outubro de 2005.

Kofi Annan e Jorge Sampaio durante uma visita ao Mosteiro da Batalha, em outubro de 2005. EPA/PAULO CUNHA

Uma distinção que traduziu a homenagem portuguesa a quem soube “dar voz e defender os valores consagrados na Carta das Nações Unidas e conferir um novo sentido e uma nova urgência ao papel insubstituível que cabe a esta Organização desempenhar no mundo, em prol da paz, do desenvolvimento e da defesa dos direitos humanos”.

O antigo Presidente da República sublinha como, na altura, destacou em particular o “sentido de independência e a coragem” de Kofi Annan, bem como a sua “vigorosa” defesa dos direitos humanos, o empenho que colocou na promoção do estatuto da mulher e na igualdade de género, a prioridade à luta contra a pobreza e a doença, o “decisivo impulso” ao processo de reforma da Organização e o “papel fundamental” que desempenhou no processo que culminou na independência de Timor Leste.

Jorge Sampaio evoca também o momento — em abril de 2006, já após o final do seu mandato de Presidente da República — em que recebeu uma chamada telefónica de Kofi Annan, convidando-o para seu enviado especial para a luta contra a tuberculose, missão relacionada com a Agenda dos Objetivos do Desenvolvimento do Milénio.

Esse desafio, permitiu o início de um novo ciclo de relacionamento de trabalho entre Jorge Sampaio e Kofi Annan

Depois de deixar a liderança das Nações Unidas, Kofi Annan manteve ainda contacto com Jorge Sampaio no âmbito da Comissão Global para a Política das Drogas.

“Continuei a encontrar o meu amigo Kofi Annan, sempre extremamente ativo e envolvido na promoção de causas em que entendia ser útil e poder marcar uma diferença”, sublinha.

Jorge Sampaio enaltece ainda a “faculdade extraordinária” que Kofi Annan tinha “de fazer sentir cada pessoa que encontrava especial e única, testemunhando-lhe sempre um afeto próprio e uma amizade certa”.

“Talvez seja esta faceta de Kofi Annan que guardarei sempre viva na memória e que tive ocasião de observar”, fosse em situações mais formais, como as reuniões em Genebra, ou informais, como um encontro acidental numa remota sala de espera do aeroporto de Nairóbi.

Jorge Sampaio termina evocando o “olhar frontal e sorriso luminoso” do antigo secretário-geral das Nações Unidas, bem como o seu “sentido de humor”, “sabedoria funda, feita de experiência e inteligência rara”.

“Kofi Annan deixa-nos no ano do centenário do nascimento de Nelson Mandela. São dois vultos e dois legados que devemos celebrar conjuntamente, por tudo o que os une e que representam para a afirmação da nossa humanidade comum e da universalidade dos valores e princípios em que assenta”, considera.

O ex-Presidente timorense, José Ramos-Horta, prestou hoje homenagem ao ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, cujo nome será sempre recordado em Timor-Leste por ter conseguido cumprir o seu compromisso de resolver o problema do território.

“Ele cumpriu com o seu compromisso em que disse que queria ver resolvido o conflito em Timor-Leste. Dinamizou a questão nomeando um representante especial, dinamizou encontros trilaterais, com a ONU, a Indonésia e Portugal”, recordou Ramos-Horta.

“O nome dele ficará sempre recordado neste país. E espero que o nosso Estado se faça representar no seu funeral ao mais alto nível. Já alertei o Governo para ver como honrar Kofi Annan”, disse Horta que enquanto Presidente atribui a Annan o galardão timorense mais alto, a Coroa da Ordem de Timor-Leste.

Recorde-se que coube a Kofi Annan, a poucos minutos das 00:00 de 20 de maio de 2002, entregar formalmente Timor-Leste aos timorenses numa cerimónia que marcou a restauração da independência do país.

Annan tinha supervisionou a assinatura do histórico acordo de 05 de maio de 1999 – entre Portugal e a Indonésia – que permitiu o referendo em que os timorenses escolheram ser independentes.

Horta, que conheceu Annan no início da década de 1980, recorda a sua “seriedade e serenidade” e que logo no seu primeiro discurso disse que queria ver a questão de Timor-Leste resolvida no seu mandato.

O líder histórico timorense deveria ter-se encontrado com Annan no próximo mês de setembro quando participaria, enquanto comissário, na Comissão Global sobre Política da Droga, que era liderada pelo antigo secretário-geral.

O antigo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e prémio Nobel da Paz de 2001, Kofi Annan, morreu aos 80 anos, divulgou hoje a fundação do antigo diplomata.

Kofi Annan, que fez a sua carreira profissional nas Nações Unidas, cumpriu dois mandatos como secretário-geral da ONU, entre 01 de janeiro de 1997 e 31 de dezembro de 2006.

Kofi Annan falou pela primeira à população timorense a 27 de agosto de 1999, numa mensagem dias antes do referendo da independência, cujo 16.º aniversário se cumpre no próximo dia 30 de agosto.

“Permitam-me congratular-vos por se terem recenseado em tão grande número, e por terem seguido o processo com muitas paciência, coragem e dedicação ao fim de garantir um futuro melhor para os vossos filhos”, refere a mensagem, transmitida em Timor-Leste.

Annan visitou Timor-Leste pela primeira vez ainda antes da independência, em fevereiro de 2000, tendo feito um périplo por Díli e uma visita a Liquiçá, a oeste da capital timorense.

“Juntos conseguiremos atravessar a atual crise, abrindo as portas a uma nova era para Timor-Leste. Uma era em que Timor-Leste ocupará o seu lugar entre a família das nações, onde os seus homens, mulheres e crianças possam viver vidas de dignidade e paz”, disse no seu primeiro discurso no país.

Francisco Seixas da Costa foi embaixador português na ONU e, por isso, teve oportunidade de conhecer de perto o homem que morreu este sábado. Em declarações prestadas à TSF, o ex-diplomata diz que “Kofi Annan foi um homem que teve connosco uma relação de grande confiança e respeitabilidade. Por exemplo, na questão de Timor portou-se magnificamente bem”e e que ao mesmo tempo foi “uma pessoa que, no período em que chefiou a ONU, contribuiu para um reforço do multilateralismo e prestígio da organização”.

Umas horas depois, através da sua página de Facebook, o mesmo Seixas da Costa voltou a homenagear o diplomata ganês, desta vez num tom mais pessoal. “[Homem suave] é uma boa expressão para qualificar o modo de estar do diplomata ganês que, em 2001, vim a encontrar nas Nações Unidas, quando aí fui embaixador”. Aproveitando o post na rede social, o ex-diplomata reforçou a ideia de que Annan e Portugal mntiveram uma óptima relação, sendo o primeiro “um parceiro leal, franco, um homem de verdade nesse tempo difícil que foi a afirmação dos direitos do povo timorense, a que o nosso país deu grande importância e a que conferiu forte visibilidade internacional.” Terminou a a declaração numa nota melancólica: “A sua morte é um momento triste, como o são sempre os momentos da desaparição dos amigos”.

Ana Gomes, atual eurodeputada do PS e antiga embaixadora portuguesa em Jacarta, Indonésia, durante a proclamação de independência de Timor Leste, utilizou o Twitter para se despedir de Kofi Annan. “Portugal deve curvar-se em memória e agradecimento a um grande, decente e corajoso Secretário Geral das Nações Unidas. Sem Kofi Annan (e os funcionários em que se apoiou) jamais teríamos ajudado Timor Leste a libertar-se e tornar-se independente” escreveu num segundo post, depois de primeiro ter enviado as suas condolências em inglês.

“Kofi Annan: corajoso, decente e decisivo Secretário Geral da ONU”, começou por escrever, antes de afirmar que “o mundo já sente” a falta e que foi “uma honra” ter trabalhado com Annan, “principalmente durante a guerra do Iraque, sob o bullying dos EUA, e durante o processo de libertação/independência de Timor Leste”.

O diplomata Kofi Annan, ex-secretário-geral das Nações Unidas, foi um “firme defensor do diálogo e da cooperação entre as nações, da dignidade da pessoa humana e dos princípios basilares da Carta das Nações Unidas”, afirma o Presidente da República na sua mensagem de condolências.

Na mensagem enviada ao atual secretário-geral da ONU, divulgada no portal da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa afirma que “Kofi Annan será recordado como um lutador incansável pela Paz, como reconhecido pelo Comité do Prémio Nobel, que, em 2001, o agraciou, e às Nações Unidas, com o Prémio Nobel”.

O Chefe de Estado recorda que Annan, que esteve à frente da ONU de 1997 até 2006, “foi também um amigo constante de Portugal e um aliado inquebrantável na luta pela autodeterminação do povo de Timor-Leste, para cuja independência tanto contribuiu”.

Annan “logrou ainda, durante o seu mandato, incluir no debate público questões como o estatuto das mulheres e reforçar o relacionamento com a sociedade civil. O seu legado perdurará assim como um exemplo e uma referência”, afirma Marcelo Rebelo de Sousa.

“O Presidente da República associa-se assim a todos aqueles que nesta hora sentem a perda de um grande estadista internacional que foi igualmente um visionário, tendo transmitido, em seu nome e do povo português, as condolências à família de Kofi Annan, extensivas à Organização das Nações Unidas”, segundo a mesma nota.

O primeiro-ministro português prestou homenagem ao ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, que morreu hoje aos 80 anos, ao declarar que o ganês foi um líder da causa da paz, do desenvolvimento e dos direitos humanos.

“Homenageio Kofi Annan, hoje falecido. Como secretário-geral das ONU, foi um líder mundial da causa da paz, do desenvolvimento e dos direitos humanos. Foi também uma das personalidades que mais contribuíram para a independência de Timor Leste”, declarou António Costa na sua conta no Twitter.

O antigo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e prémio Nobel da Paz de 2001, Kofi Annan, morreu hoje aos 80 anos, divulgou a fundação do antigo diplomata.

“É com grande tristeza que a família Annan e a Fundação Kofi Annan anunciam que o ex-secretário-geral das Nações Unidas e vencedor do prémio Nobel da Paz morreu pacificamente no sábado, 18 de agosto, após uma curta doença”, publicou a fundação do ex-diplomata ganês num comunicado, divulgado pela agência de notícias AFP.

As condecorações e a primeira visita a Portugal

11 de outubro de 2005: pela manhã, Kofi Annan aterrava no Aeroporto de Lisboa e iniciava a sua primeira visita oficial ao país, um roteiro de dois dias organizado pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio.

Segundo artigo do Diário de Notícias, da época, o primeiro evento público de Annan foi a cerimónia onde foi agraciado com um doutoramento honoris causa atribuído pela Universidade Nova de Lisboa. O louvor em questão terá sido concedido como forma de “reconhecer a contribuição [do então Secretário Geral da ONU] para o prestígio e progresso das instituições ao serviço da humanidade, em termos de direitos humanos, valores culturais e património mundial”, lia-se no comunicado oficial emitido pela faculdade. Diogo Freitas do Amaral, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, na altura, foi o seu padrinho.

Outra distinção que Annan pôde levar para casa, no final da visita — quando saiu de Portugal ainda fez um périplo por Espanha, no âmbito da XV Cimeira Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo — foi o grande colar da Ordem da Liberdade, louvor que o Conselho de Ministros decidiu, unanimemente, atribuir pelo “excecional e relevantíssimo contributo [de Annan] na defesa dos valores da civilização e da causa da liberdade”, explicou na época Pedro Silva Pereira, o ministro da Presidência de então. No mesmo comunicado relembra-se ainda “o extraordinário empenho a favor do direito de autodeterminação do povo de Timor-Leste” demonstrado por Kofi Annan ao longo do sinuoso processo de transição para a independência desse país.

Na altura, Feitas do Amaral — que já chegou a ser presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas — explicou que havia uma justificação política para a atribuição desta distinção de Estado, afirmando que era uma forma de Portugal “contribuir” para reiterar a confiança em Annan enquanto líder dos desígnios da ONU.

Comunidade internacional começa a reagir

Como já se tornou habitual nos últimos tempos, muitas reações oficiais de pesar têm sido transmitidas por várias personalidades e líderes políticos de todo o mundo, via Twitter. Um dos primeiros a expressar as suas condolências foi Carles Puigdemont, afirmando que a sua morte foi “uma grande perda” entre os que lutam pela “paz e liberdade no mundo”. Ressalva ainda que os catalães nunca vão esquecer o papel de Annan nas relações com o Madrid, apelando sempre ao “diálogo e à negociação” através da organização The Elders.

Theresa May, a primeira-ministra do Reino Unido , afirma-se “muito triste”com as notícias da morte de Kofi Annan, “um grande líder e reformador” da ONU que fez uma “enorme contribuição” para deixar o mundo  em melhor estado do que estava quando o ganês nasceu.

Do outro lado do mundo, da Nova Zelândia, mais concretamente, chegam os pêsames de Jacinda Ardern, a primeira-ministra dos neozelandeses. “O mundo perdeu um grande líder, humanista e auto-proclamado ‘otimista teimoso’. Descansa em paz, Kofi Annan”, lê-se na mensagem que deixou na sua conta de Twitter.

Nana Akufo-Addo, o Presidente da República do Gana, o país natal de Kofi Annan, também publicou uma série de ‘tweets’  sobre a morte do ex-secretário-geral da ONU. Declarou-se “profundamente entristecido” pelo desaparecimento do seu compatriota, celebrou a importância de Annan que, trouxe “considerável reconhecimento” ao Gana e sempre defendeu que o seu país tinha capacidade para fazer o seu próprio caminho “rumo ao progresso e prosperidade”. Declarou ainda uma semana de luto nacional.

*Em atualização

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