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Qual o nível mais seguro de consumo de álcool? "Não beber nada", diz estudo

Este artigo tem mais de 3 anos

Um estudo elaborado por investigadores do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde, nos Estados Unidos, contraria uma regra que muitos tinham como certa: afinal, um copo vinho não faz assim tão bem.

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FILIP SINGER/EPA

FILIP SINGER/EPA

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Beber álcool de forma moderada traz benefícios para a saúde? Segundo um estudo intensivo publicado na revista Lancet, não é bem assim. O relatório elaborado por investigadores do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME) revelou que até mesmo apenas um copo de álcool é prejudicial para a saúde, não havendo um nível de consumo seguro.

Os investigadores analisaram os níveis de consumo de álcool e os efeitos na saúde em 195 países entre 1990 e 2016, utilizando os dados de 694 estudos sobre a rotina de consumo e 592 sobre os riscos na saúde de 29 milhões de pessoas. E concluíram: dos dados de 100 mil abstémios (pessoas que não bebem álcool) que analisaram, 914 desenvolveram doenças tipicamente associadas ao consumo de álcool, como o cancro e outro tipo de lesões. Se for uma bebida por dia, esse número subia para mais quatro pessoas que desenvolveram uma doença ao final de um ano.

Segundo Max Griswold, o autor principal do estudo, citado pelo The Guardian, os riscos aumentam quanto mais bebidas forem consumidas: se forem duas bebidas o número sobe para mais 63 pessoas e se forem cinco ou mais bebidas, aumenta para mais 338 pessoas que sofreram de uma doença.

O consumo de álcool é um grande fator de risco para doenças e causa a perda substancial de saúde. Descobrimos que o risco de mortalidade, especificamente de cancro, cresce com o aumento dos níveis de consumo, e o nível do consumo específico que minimiza a perda de saúde é zero“, lê-se no documento.

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Os investigadores admitem que um copo de vinho, por exemplo, ajuda a proteger de doenças cardíacas, mas os riscos inerentes ao consumo, mesmo que seja mínimo, ultrapassam os benefícios. Acrescentam ainda que 27,1% das causas de morte nas mulheres e 18,9% nos homens com mais de 50 anos estão relacionadas com os seus hábitos de consumo de bebidas alcoólicas. 

Dinamarca lidera a lista dos países que consomem mais álcool

O estudo dá ainda alguns dados sobre o consumo de bebidas alcoólicas a nível mundial e confirma que, em 2016, 2.8 milhões de mortes foram provocadas pelo consumo de álcool, tendo sido o fator de risco dominante para a morte prematura no grupo de pessoas entre os 15 e os 49 anos.

Uma em cada três pessoas, ou 2.4 biliões de pessoas, bebem álcool. E é na Dinamarca onde se bebe mais (93,5% das mulheres e 97,1% dos homens), ao contrário do Paquistão e do Bangladesh, que são os países com menor percentagem — no Paquistão apenas 0,8% dos homens bebem e no Bangladesh só 0,3% das mulheres consomem bebidas alcoólicas.

Em termos de quantidade de bebidas diárias consumidas pelos homens, Portugal surge em segundo lugar com uma média de sete bebidas por dia, logo a seguir à Roménia (oito bebidas) e antes do Luxemburgo (também com sete bebidas). Em relação às mulheres, Portugal não faz parte dos dez primeiros, com duas bebidas diárias.

Os autores do estudo consideram que é necessário “rever as políticas de controlo do álcool e os programas de saúde e considerar as recomendações de abstenção do álcool”, incluindo impostos sobre as bebidas alcoólicas, a quantidade disponibilizada, as horas de venda e o controlo da publicidade.

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