DocLisboa

243 filmes, 68 estreias mundiais e novo documentário de Michael Moore no DocLisboa

"Fahrenheit 11/9" não estará em competição no DocLisboa, mas será exibido no ciclo Da Terra à Lua. O festival vai estrear muitos documentários, entre longas e curtas-metragens.

O festival DocLisboa começa com a exibição de "The Waldheim Waltz", filme que foi eleito para candidato austríaco à nomeação para o Óscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Já se conhece a programação completa da próxima edição do festival de cinema DocLisboa, que acontece este mês, entre os dias 18 e 28. No festival, serão exibidos 243 filmes, 68 dos quais em estreia mundial. Um dos destaques é “Fahrenheit 11/9”.

O próximo documentário do polémico realizador Michael Moore, cujo título faz referência ao seu “Fahrenheit 9/11” (de 2004), será exibido na secção Da Terra à Lua, que, estando fora de competição, inclui “os mais recentes filmes de realizadores chaves do panorama documental”, com “uma seleção de obras que nos dão a ver o mundo de hoje e o futuro que para ele se parece desenhar”, refere um comunicado enviado pela organização à comunicação social. O filme de Moore é uma crítica violenta (para alguns críticos de Moore, virulenta) à América atual e à presidência de Donald Trump.

A programação do DocLisboa, revelada esta quarta-feira, com vários filmes exibidos fora da competição nacional e internacional (nas secções Riscos, Da Terra à Lua, Heart Beat, Verdes Anos e laboratório de cinema Archa), inclui 22 primeiras obras de realizadores, 59 filmes portugueses, 22 estreias de filmes internacionais e 69 estreias mundiais. No festival, estão representados 54 países.

Na secção de competição internacional, estão a concurso 22 filmes. “Antecâmara”, de Jorge Cramez, é um dos destaques nacionais de uma seleção que inclui estreias mundiais dos filmes “Resurrection”, de Orwa al Mokdad (um documentário feito entre a Síria e Líbano) e “Goodnight & Goodbye”, de Yao-Tung Wuõe, e “Maré”, de Amaranta César, entre outros. Já na competição nacional estão a concurso 18 documentários, entre os quais “Extinção”, de Salomé Lamas, e “Terra Franca”, da vencedora de um Urso de Ouro em Berlim, Leonor Teles. Ambos serão exibidos no festival em estreia nacional. A lista total de filmes integrados nas secções de competição nacional e internacional do DocLisboa pode ser consultada aqui e aqui.

“Goodnight & Goodbye”, de Yao-Tung Wuõe, compete na secção internacional do DocLisboa

Já a secção Riscos, dedicada à “experimentação sobre o cinema, a sua história, as suas estratégias e linhas de fuga”, inclui a exibição de filmes de dois realizadores convidados, o canadiano Mike Hoolboom e o cineasta oriundo do Wisconsin, Estados Unidos, James Benning. Será também revisitada a obra do francês Jean-François Stévenin, exibida a estreia mundial da curta-metragem documental “A (Im)Permanência do Gesto”, de Manuel Botelho e um ciclo que tem como tema “Transmissão, Territórios Imaginados”, que resulta da ideia de que “filmar é confrontarmo-nos com outros mundos possíveis”, além de mais alguns núcleos temáticos e experimentais.

Enquadrada no tema “Transmissão, Territórios Imaginados”, está, por exemplo, a exibição do filme “Ninguém Volta das Viagens”, de 1983 e da autoria do realizador Philip Hoffman, a estreia internacional de “Paul est mort”, do documentarista Antoni Collot e a estreia mundial de “Yasirée Trance”, do realizador argentino Rocío Barbenza.

Já na secção dedicada à música, Heart Beat, poderão ser vistos documentários como “Shut Up and Play the Piano”, de Philipp Jedicke, sobre o músico Chilly Gonzales; “Blue Note Records: Beyond the Notes”, sobre a história e meandros da reputada editora norte-americana de jazz; “Depeche Mode: 101”, sobre a importante banda homónima; e “The Blues Brothers”, incluído no programa como homenagem à cantora de soul, blues, gospel e R&B Aretha Franklin.

Já a secção Verdes Anos, que apresenta “os olhares de novos realizadores”, recupera os filmes de estreia de realizadores como Miguel Gomes (“Entretanto”, 1999) e Cláudia Varejão (“Um Dia Frio”, 2009) e exibe numerosas primeiras curtas-metragens de novos realizadores (portugueses e não só) e trabalhos de final de curso de uma escola convidada, a Academia Real de Belas Artes da Universidade de Gante (KASK).

Do programa da próxima edição do DocLisboa, destaca-se ainda uma retrospetiva do cinema do colombiano Luis Ospina, organizada pelo festival de cinema em conjunto com a Cinemateca Portuguesa. Serão exibidos 30 filmes do cineasta da América Latina, como “Puro Sangre” (1982), Soplo de Vida (1999) ou o mais recente (e longo) Todo Comenzó por el Fin, de 2015.

“Puro Sangre”, de David Ospina

O DocLisboa volta a ocupar os espaços da Culturgest, cinema São Jorge, Cinemateca e Cinema Ideal. A abertura é assegurada com “The Waldheim Waltz”, novo filme de Ruth Beckerman sobre o antigo secretário-geral da ONU que escondeu o passado durante o regime nazi. Este filme é o candidato da Áustria a uma nomeação para os Óscares.

O encerramento do festival, no dia 28, ficará por conta de “Infinite Football”, de Corneliu Porumboiu, um filme sobre um homem obcecado com uma lesão contraída na juventude que trabalha intensamente para rever e modificar as regras do futebol.

Nesta edição, o DocLisboa procura ser mais inclusivo, com uma sessão de audiodescrição para cegos e pessoas com deficiência visual, no dia 19 com o filme “Shut up and play the piano”, de Philipp Jedicke.

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