China

Excedente comercial chinês com EUA bate novo recorde apesar de disputas comerciais

O excedente comercial da China nas trocas com os Estados Unidos aumentou para o valor mais alto de sempre, em setembro, fixando-se nos 34.100 milhões de dólares (cerca de 29.480 milhões de euros).

JOSE COELHO/LUSA

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  • Agência Lusa
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O excedente comercial da China nas trocas com os Estados Unidos aumentou para o valor mais alto de sempre, em setembro, fixando-se nos 34.100 milhões de dólares (cerca de 29.480 milhões de euros), apesar da guerra comercial entre Pequim e Washington.

Segundo dados das alfândegas chinesas, as exportações para os EUA subiram 13%, face ao mesmo período do ano passado. No total, o país asiático vendeu 46,7 mil milhões de dólares (o equivalente a 40,4 mil milhões de euros) em produtos para o mercado norte-americano, detalhou a mesma fonte.

As importações chinesas oriundas dos EUA aumentaram 9%, em termos homólogos, para 12,6 mil milhões de dólares (cerca de 10,9 mil milhões de euros).

O valor recorde do superavit chinês ocorre apesar de Washington ter imposto taxas alfandegárias sobre 250 mil milhões de dólares (216 mil milhões de euros) de bens chineses, visando contrariar as ambições de Pequim no setor tecnológico.

“As exportações continuaram a desafiar as taxas impostas pelos EUA no último mês, mas as importações debatem-se com a queda na procura interna”, observou Julian Evans-Pritchard, consultor na Capital Economics, num relatório.

“Antecipámos que ambas abrandem, nos próximos trimestres”, acrescentou.

Setembro é o segundo mês consecutivo em que as exportações chinesas para os EUA estabelecem novo recorde.

No conjunto global, as exportações chinesas aumentaram 14,5%, face a setembro de 2017, para 226,7 mil milhões de dólares (cerca de 196 mil milhões de euros). As importações subiram 14,3%, para 195 mil milhões de dólares (169 mil milhões de euros).

Em causas nas disputas comerciais entre Pequim e Washington está a política de Pequim para o setor tecnológico, nomeadamente o plano “Made in China 2025”, que visa transformar o país numa potência tecnológica, com capacidades em setores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros elétricos.

Os EUA consideraram que aquele plano, impulsionado pelo Estado chinês, viola os compromissos da China em abrir o seu mercado, nomeadamente ao forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia e ao atribuir subsídios às empresas domésticas, enquanto as protege da competição externa.

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