90 milhões de utilizadores foram forçados a desconetarem-se do Facebook, a 28 de setembro. Por detrás desta medida estava um ataque informático “sério”, assumiu no próprio dia Mark Zuckerberg, presidente executivo e fundador da empresa. Depois de duas semanas com pouca atualização quanto ao sucedido, esta sexta-feira a rede social disponibilizou um ferramenta para saber se foi um dos 30 milhões afetados.

Como posso saber se fui afetado?

Para saber se teve os seus dados comprometidos, basta aceder aqui, nesta hiperligação, ao Centro de Ajuda da plataforma. Em inglês, no fundo da página, a azul claro, depois de um resumo do ataque, aparece a frase “Is my Facebook account impacted by this security issue?” [em português, “foi a minha conta de Facebook afetada por este problema de segurança?”].

Se foi afetado, a aparece a informação “Yes” [Sim] e que dados foram comprometidos. Se não foi, surge a informação que, apesar “a investigação ainda estar em curso”, os atacantes não tiveram acesso à sua informação.

O que fazer se fui um dos 30 milhões afetados?

Segundo o Facebook, não é necessário mudar a palavra-passe nem a informação de cartão de crédito (se esta estiver associada à conta). Contudo, como lembra o TechCrunch, convém estar atento a e-mails de spam ou chamadas de números desconhecidos, porque a informação pode ter sido vendida. Se receber um e-mail a pedir para se conetar ao Facebook, desconfie e confirme aqui se foi mesmo enviado pela rede social, antes de submeter qualquer informação.

Atendendo à informação pessoal que tem na rede social, tenha atenção a casos em que hackers podem estar a utilizar esses dados para falar com amigos que tem na rede social ou até responder a perguntas de segurança que tem para aceder a outros serviços online. Se tinha muitos dados específicos, como o número de telemóvel ou o nome inteiro, tenha em atenção outros serviços que podem ser acedidos, como informação bancária, com esse conhecimento pessoais que os atacantes podem ter.

Que dados podem estar comprometidos?

Segundo explicou a rede social, os atacantes conseguiram chegar aos dados de 30 milhões de utilizadores, mas a forma como o fizeram começou com os dados de 400 mil perfis. Ao todo, 15 milhões utilizadores tiveram o nome e informação de contacto (e-mail, telemóvel ou ambos) copiados, e houve um acesso a mais informação ainda de outros 14 milhões, como alcunha, género, língua, relacionamento, religião e cidade, data de aniversário, que tipo de aparelho utilizam para ver o Facebook, educação, trabalho, os últimos 10 locais visitados, páginas que seguem e as últimas 15 pesquisas feitas na rede social. As mensagens no Messenger trocadas por quem é administrador de uma página na rede social com pessoas que a seguem podem também ter sido copiadas.

Outras plataformas que a empresa detém, como o Messenger, Messenger Kids, Instagram, WhatsApp, Oculus, Workplace, não foram afetadas, afirma o Facebook.