O Governo de Macau vai reforçar a tecnologia e a segurança nos postos fronteiriços, quando se realizam as primeiras viagens na mega ponte que liga o território a Hong Kong e à cidade chinesa de Zhuhai, foi esta quinta-feira anunciado.

O anúncio foi feito pelo Conselho Executivo, em conferência de imprensa, na qual foram apresentadas as alterações à organização e ao funcionamento da Direção dos Serviços das Forças de Segurança de Macau (DSFSM).

“Vamos passar a ter segurança 24 horas por dia no posto fronteiriço da ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, mas para isso precisamos de mais pessoal”, declarou o porta-voz do Conselho Executivo, adiantando que “os postos fronteiriços vão aumentar” no território. Leong Heng Teng referia-se ao novo posto fronteiriço de Qing Mao e à ampliação do posto da ponte Flor de Lótus, que se vai estender até à Ilha da Montanha, adjacente a Zhuhai.

Neste sentido, ao quadro atual vão juntar-se 58 novos trabalhadores, sobretudo “pessoal técnico”, para dar resposta ao aumento dos equipamentos e das instalações, acrescentou Leong Heng Teng, que se escusou a avançar o orçamento previsto para esta ampliação.

Entre as novidades, destacam-se também dois novos departamentos — o de sistema informático e o de postos fronteiriços terrestres, que “não servem para a gestão de imigração, mas apenas para gerir os equipamentos e as instalações”, sublinhou o porta-voz.

Assim, a nova estrutura da DSFSM será composta por quatro departamentos e dez divisões, “os quais prosseguem as próprias atribuições nos assuntos relacionados com a administração, as infraestruturas, a tecnologia de informática e os postos fronteiriços terrestres”, disse.

Na mesma ocasião, o Conselho Executivo apresentou a proposta de lei intitulada “Lei do registo de embarcações”, que prevê o registo comercial deste tipo de transporte e pretende “promover a economia marítima e a diversidade económica de Macau”. As duas propostas vão agora seguir para debate na Assembleia Legislativa.

O Conselho Executivo é um órgão destinado a coadjuvar o chefe do Governo de Macau na tomada de decisões, tendo como missão, entre outras, a apresentação de propostas de lei à Assembleia Legislativa.