Transferir os helicópteros EH-101 e os aviões C-296 e C-130 do Montijo para outras bases aéreas custará cerca de 200 milhões de euros. O valor, ainda “indicativo”, foi avançado pelo ministro da Defesa Nacional numa visita àquela base aérea. João Gomes Cravinho admite que processo de transferência possa demorar “entre dois e três anos” a estar concluído.

O ministro refere que “ao longo dos próximos meses” vários dos pontos ainda aberto neste processo ficarão fechados. Um desses pontos é o valor exato que custará à Força Aérea retirar os helicópteros e aviões do Montijo e transferir para Beja e para Sintra os aviões C-130, os C-295 e os helicópteros  EH-101. Os 200 milhões de euros referidos como valor “indicativo” serão “o montante necessário para a Força Aérea Portuguesa fazer todo o trabalho necessário para que o aeroporto complementar de Lisboa seja uma realidade”.

O “estudo financeiro” está a ser feito entre o Ministério das Infra-estruturas e do Planeamento e a ANA Aeroportos e, “ao longo dos próximos meses, ficarão definidos e fechados” todos os pontos ainda em aberto, disse João Gomes Cravinho.

Além do peso financeiro da operação, continua por definir o calendário de saída, que dependerá da “disponibilização de verbas”. Sem uma data fechada, o ministro da Defesa — que, na passagem pelo Montijo, fecha um ciclo de visitas a cada um dos ramos — admite que a transferência seja demorada. “Vão ser necessários pelo menos dois, três anos para concretizar a deslocalização, mas é tempo necessário para aprontar tudo”.

Certa parece ser a opção por Beja e Sintra. A Força Aérea ainda não recebeu uma indicação oficial de que será esse o destino dos aviões e dos helicópteros estacionados no Montijo, mas nas declarações aos jornalistas desta sexta-feira foram esses os locais indicados por João Gomes Cravinho.

Apesar da saída prevista dos helicópteros e aviões da Força Aérea, a operação dos helicópteros Lynx da Marinha vai manter-se no Montijo. E os futuros KC-390 que o Ministério Da Defesa deverá adquirir nos próximos meses também ficarão instalados na margem sul, uma vez que previsibilidade da sua operação permite conciliar estes voos com os da avião comercial que passará a usar a base do Montijo.