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Ministério Da Justiça

PSD pede audição da ministra da Justiça sobre motim na prisão de Lisboa

"O motim é mais um corolário da falência que se vive no sistema prisional no qual há um descontentamento generalizado" dos "agentes, guardas prisionais e reclusos", diz o PSD.

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O PSD pediu esta quarta-feira a audição da ministra da Justiça, no parlamento, sobre o motim de terça-feira no Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL), que considera ser “um corolário da falência” no sistema prisional.

“O motim é mais um corolário da falência que se vive no sistema prisional no qual há um descontentamento generalizado” dos “agentes, guardas prisionais e reclusos” a que o Governo “tem sido incapaz de dar resposta”, lê-se no texto do requerimento entregue pelo PSD à comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

No texto, a bancada social-democrata recordou que em fevereiro se registaram distúrbios no EPL, causados pelo “encurtamento do período de visitas” devido aos novos horários do Corpo da Guarda. A situação “não só não melhorou desde então, como se agravou”, razão pela qual exige que a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem dê explicações aos deputados da comissão de Assuntos Constitucionais.

Apesar de distribuído, o requerimento não foi nem discutido nem votado na reunião desta quarta-feira, de acordo com as regras da comissão.

Na terça-feira, o Grupo de Intervenção de Segurança Prisional (GISP) foi chamado ao Estabelecimento Prisional de Lisboa devido a desacatos na Ala B do edifício.

O diretor-geral dos Serviços Prisionais explicou à Lusa que os cerca de “160 a 170” reclusos daquela ala se revoltaram por não terem tido visitas na terça-feira, como estava previsto, e amotinaram-se com gritos, colchões e papéis queimados e algum material partido, obrigando a “usar a força” por parte do Corpo da Guarda Prisional.

Segundo Celso Manata, estes desacatos deveram-se também ao facto de, finalizada a greve de quatro dias dos Guardas Prisionais, o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), que convocou a paralisação, ter marcado um plenário para hoje, inviabilizado novamente as visitas.

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