Greve

Inspetores da Polícia Judiciária marcam greve porque Governo deixou a instituição ao abandono

2.115

Os inspetores da Polícia Judiciária reinvidicam melhores condições para poderem combater a criminalidade grave. Sem isso, o país fica exposto ao terrorismo, homicídios e corrupção.

Durante o período de greve, os trabalhos de investigação podem ficar comprometidos

NUNO ANDRÉ FERREIRA/LUSA

A Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária (ASFIC-PJ) marcou, para 2019, dois dias de greve geral, integrais ou fracionados, e greve a todo o Serviço de Prevenção e a todo o trabalho suplementar durante um mês (entre as 12h30 e as 14h00 e 17h30 e as 9h00). Os serviços mínimos vão ser assegurados pelo serviço de piquete.

Dois dias de greve são o mínimo, disse Ricardo Valadas, presidente da ASFIC-PJ, à Sábado. A greve pode, eventualmente, chegar aos 16 dias. “A greve vai causar a paragem completa das principais investigações em curso, nomeadamente terrorismo e corrupção”, disse. Isto porque o protesto vai ser articulado com outros parceiros sindicais.

Os inspetores exigem que o Governo crie as condições mínimas para que possam desenvolver a sua atividade de forma isenta e imparcial. “Não pode clamar o combate à criminalidade grave e complexa e deixar ao abandono a instituição que tem por missão a linha da frente nesse mesmo combate”, disse a ASFIC-PJ, em comunicado.

Para cumprirem a suas funções, os inspetores exigem que o Governo invista nos recursos humanos da PJ e nos meios de que esta dispõe. “O contrário significa claramente que prescinde da investigação da criminalidade grave, complexa e organizada, desprotegendo o país ao terrorismo, aos homicidas e aos corruptos, entre outros.”

À Sábado, o líder sindical disse que em questão está o reposição dos descongelamentos e a revisão dos estatutos e lei orgânica.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: vnovais@observador.pt
Saúde

Anatomia de uma greve

Luís Lopes Pereira

Não podemos manter greves – principalmente na prestação de cuidados de saúde – com um caráter tão indefinido no tempo como as que presenciamos, pois doutra forma teremos a morte anunciada do SNS.

Greve

Há lodo no cais /premium

Luis Teixeira
153

As considerações jesuíticas que o CSM fez em causa própria, ao defender para os juízes a “dupla condição” de orgão de soberania e de “profissionais” não passam de um miserável exercício de hipocrisia.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)