Cancro

Excesso de peso responsável por quase 4% dos cancros no mundo

O excesso de peso é responsável por 3,9% dos cancros no mundo, com a prevalência a aumentar rapidamente na maioria dos países em todos os grupos populacionais, anunciou a Sociedade Americana de Cancro

A prevalência de excesso de peso tem aumentado desde os anos 70. Em 2016, cerca de 40% dos adultos e 18% das crianças e jovens tinham excesso de peso

LINDSEY PARNABY/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O excesso de peso é responsável por quase 4% dos cancros no mundo, com a prevalência a aumentar rapidamente na maioria dos países em todos os grupos populacionais, anunciou esta quarta-feira a Sociedade Americana de Cancro (SAC).

Políticas, sistemas económicos e práticas de marketing que promovem um consumo de alimentos muito calóricos, mas pobres em nutrientes mudaram os padrões comportamentais, aliados a uma atividade física insuficiente.

Ambientes construídos pelo homem amplificam estes fatores, que estão a provocar pelo mundo um aumento do excesso de peso, de acordo com um relatório publicado esta quarta-feira pela SAC.

O documento refere que o excesso de peso contribuiu para aproximadamente 3,9% de todos os cancros no mundo em 2012, uma situação que irá aumentar nas próximas décadas, face às tendências atuais.

A prevalência de excesso de peso tem aumentado desde os anos 70. Em 2016, cerca de 40% dos adultos e 18% das crianças e jovens (dos 5 aos 19 anos) tinham excesso de peso, o equivalente a quase 2 mil milhões de adultos e 340 milhões de crianças no mundo.

O relatório alerta para o facto de o excesso de peso ter aumentado rapidamente na maioria dos países, em todos os grupos populacionais.

“Algum do crescimento mais significativo do problema do excesso de peso aconteceu em países de baixos e médios rendimentos. Em resultado da expansão do estilo de vida ocidental, baseado em calorias, alimentos pobres em nutrientes, e reduzidos níveis de atividade física”, refere a SAC num comunicado referente ao relatório.

Em 2015, uma estimativa de quatro milhões de mortes foi atribuída a excesso de peso. “A nível mundial, o impacto económico de doenças relacionadas com o excesso de peso está calculado em dois biliões de dólares”, de acordo com os dados citados pela mesma fonte.

Em 2012, o excesso de peso contribuiu para cerca de 544.300 cancros, 3,9% do total de cancros no mundo, com a proporção a variar entre menos de 1% em países de baixos rendimentos e 7% ou 8% em alguns países ocidentais de elevados rendimentos e no Médio Oriente e países do norte de África.

O excesso de peso e a obesidade têm estado relacionados com um aumento do risco de 13 cancros, entre os quais o cancro da mama (pós menopausa), do colón e reto, dos ovários, do pâncreas, do estômago, da tiroide, mieloma múltiplo, da boca, da laringe e da faringe.

O relatório, produzido por investigadores da SAC, do Imperial College de Londres e da Escola T.H. Chan de Saúde Pública da universidade norte-americana de Harvard, apresenta tendências globais e regionais no excesso de peso, bem como fatores que ligam o excesso de peso ao risco de cancro.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Serviço Nacional de Saúde

Desfaçatez!

Fernando Leal da Costa
344

Desfaçatez é comparticipar tratamentos termais com ganhos em saúde apenas possíveis quando continuarmos a ter doentes com cancro sem acesso a medicamentos com eficácia e efetividade demonstradas.

Japão

Pegar o touro pelos cornos /premium

José Miguel Pinto dos Santos

Não deixa de ser irónico que as potências por detrás da intransigência doutrinária da Comissão Baleeira Internacional sejam as mesmas que, no século 19, exigiram ao Japão que lhes abrisse os portos...

Governo

2019 no mundo e em Portugal

Inês Domingos

Vinte anos depois do calendário, passada a crise, 2019 é o ano em que política, social e economicamente entramos realmente no novo século. Este Governo está aflitivamente impreparado para o enfrentar.

Política

O Povo é sempre o mesmo

Pedro Barros Ferreira

Trump e Bolsonaro não apareceram de gestação expontânea, antes pela sementeira criada pelos partidos e políticos que nada fazem, mas que dizem que tudo deve mudar para que, afinal, tudo fique na mesma

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)