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Elétricos

Toyota não faz eléctricos “porque não se vendem”

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São “estranhas” as declarações do responsável máximo pela Toyota nos EUA, quando o fabricante está prestes a pôr em marcha um dos mais ambiciosos programas eléctricos, apostando em baterias sólidas.

Não se percebem muito bem as declarações de Jack Hollis, responsável máximo da Toyota no mercado norte-americano, quando este decidiu afirmar que a marca que dirige não fabrica veículos eléctricos, por uma razão muito simples: “porque não vendem”. Segundo ele, a procura é tão baixa que não justifica a existência deste tipo de propostas nos concessionários da marca. Ora, para além de o mix de vendas estar a mudar, o curioso aqui é que dificilmente os clientes irão procurar algo que… não existe. E talvez aí se encontre a explicação para uma tão “escassa procura” de modelos eléctricos nos stands da marca.

Outro pormenor estranho nas afirmações de Hollis prende-se com a diferente estratégia utilizada anos atrás nos híbridos como o Prius, tecnologia em que a Toyota apostou forte, muito antes da concorrência. E que, admitiu, a levou a perder uma quantidade apreciável de dinheiro por cada Prius que vendia. Contudo, o fabricante japonês defendeu então que as novas tecnologias implicam sempre um esforço financeiro até provarem a sua viabilidade. Hoje a Toyota é sobretudo conhecida pelos seus híbridos e híbridos plug-in, solução já presente na maioria dos seus modelos, e não apenas no Prius, tendo já “invadido” igualmente a Lexus.

Mas há outras notas dissonantes no discurso de Jack Hollis,  pois não só a Toyota foi o primeiro construtor automóvel a propor um SUV eléctrico – uma variante EV com base na primeira geração do RAV4 –, como está prestes a encetar um dos mais ambiciosos programas no que toca à mobilidade eléctrica, dado que prometeu lançar uma nova linha de automóveis eléctricos no início da próxima década. O que não seria ambicioso, não fosse o caso de o fabricante nipónico ter revelado a intenção de alimentar esta nova geração de EV a baterias sólidas. Algo que, até agora, não existe no mercado, pese embora sejam evidentes as vantagens que este tipo de acumuladores aportariam, em termos de capacidade, peso e celeridade no recarregamento, comparativamente às (actuais) de baterias de iões de lítio.

Sucede que, mais uma vez segundo Hollis, a nova família eléctrica que a Toyota se prepara para apresentar, com baterias sólidas, não será o “coração” da marca. Será, isso sim, um complemento de uma oferta que vai dos híbridos aos plug-in, sem esquecer os eléctricos impulsionados por célula de combustível a hidrogénio. Uma gama completamente electrificada, portanto.

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