Relações Internacionais

EUA querem reforçar parceria com Brasil durante visita de Mike Pompeo a Brasília

Mike Pompeo vai estar no Brasil para a tomada de posse de Jair Bolsonaro. EUA encaram a visita de secretário de Estado como uma oportunidade histórica para aproximar relações

O secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo (o segundo a contar da esquerda) vai estar de visita ao Brasil de segunda a quarta-feira

SHAWN THEW/EPA

Os Estados Unidos encaram a visita do secretário de Estado Mike Pompeo ao Brasil, na próxima semana, como uma oportunidade histórica para aproximar relações e discutir investimentos em tecnologia, defesa e agricultura, declarou esta sexta-feira o Departamento de Estado.

Mike Pompeo realiza uma visita ao Brasil de segunda a quarta-feira, para assistir à tomada de posse de Jair Bolsonaro como Presidente do Brasil — que acontece a 1 de janeiro –, e deverá ainda participar em reuniões com o futuro ministro das Relações Exteriores brasileiro, Ernesto Araújo, e outros parceiros locais, com o objetivo de definir prioridades na área da cooperação.

Entre 31 de dezembro e 2 de janeiro, os diplomatas norte-americanos e o novo chefe de Estado brasileiro deverão discutir as relações económicas e trocas comerciais entre os dois países, assim como possíveis investimentos em tecnologia, defesa e agricultura, indicou esta sexta-feira o Departamento de Estado dos EUA, numa conferência telefónica.

Em cima da mesa vão estar também assuntos de ordem internacional e regional, como a defesa da Democracia e dos Direitos Humanos nos países vizinhos, dadas as situações de conflito e crise na Venezuela, Nicarágua e Cuba.

Os EUA mantêm um grande interesse em reforçar uma parceria com o Brasil, vendo o maior país da América do Sul como “importante interveniente em assuntos globais” a longo prazo, que dará mais espaço aos norte-americanos para combater “regimes repressivos” na região.

Os crimes transnacionais, tráfico de drogas e as migrações também poderão fazer parte da agenda, informou o Departamento de Estado, dizendo que é também provável que sejam abordadas as situações na Coreia do Norte e da China.

Numa altura em que os EUA classificam os empréstimos praticados pela China em várias partes do mundo como “ações predatórias”, o Departamento de Estado também indicou ter tido conhecimento de comentários de Jair Bolsonaro sobre como estas ações chinesas parecem contrariar a soberania do Brasil.

O Departamento de Estado mostrou-se ainda satisfeito com a decisão manifestada pelo Presidente brasileiro eleito, Jair Bolsonaro, de transferir para Jerusalém a embaixada do Brasil em Israel, à semelhança do que decidiu o Presidente norte-americano, Donald Trump, em 2017.

Foi ainda reiterado esta sexta-feira o convite feito a Jair Bolsonaro para se deslocar aos EUA, na esperança de que seja a primeira visita oficial ao exterior do novo Presidente do Brasil.

O Departamento de Estado norte-americano antevê 2019 como um ano “muito ocupado em compromissos de alto nível” na América Latina e a viagem programada para os dias 31 de dezembro a 2 de janeiro é o primeiro desses compromissos, sendo também a quarta deslocação do secretário de Estado Mike Pompeo à região.

Da agenda do secretário de Estado norte-americano em Brasília fazem parte ainda encontros com o Presidente peruano, Martin Vizcarra, e com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, antes de seguir viagem para a Colômbia, na quarta-feira.

No dia 2 de janeiro, o encontro entre Mike Pompeo e o Presidente Colombiano pretende criar uma atmosfera de segurança e de reforço de relações para um futuro mais seguro para os cidadãos das várias nações do continente americano, indicou ainda o Departamento de Estado.

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