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Morreu esta segunda-feira o cavaleiro Joaquim Bastinhas. A informação foi confirmada por fonte familiar à revista Flash! depois de vários sites ligados à tauromaquia avançarem a informação.

Joaquim Bastinhas estava internado há várias semanas no Hospital da Cruz Vermelha. Acabou por morrer, esta segunda-feira, por complicações relacionadas com um pólipo nos intestinos.

Há algumas semanas que o estado de saúde de Joaquim Bastinhas se tinha agravado. Depois de sofrer algumas complicações, na sequência de uma cirurgia, o cavaleiro entrou em coma.

Acabaria por recuperar e apresentar melhorias — segundo informações avançadas pelo Correio da Manhã —, mas manteve-se sob vigilância médica apertada, no serviço de Cuidados Intensivos.

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Acabou por não resistir e morreu esta segunda-feira, aos 62 anos, numa informação que começou por ser avançada por sites tauromáquicos.

Joaquim Manuel Carvalho Tenório — o apelido foi “herdado” do pai, Sebastião Tenório — era natural de Elvas, onde nasceu a nasceu em 8 de março de 1956. Há três anos, chegou a correr risco de vida quando esteve envolvido num acidente com uma máquina agrícola, na sua propriedade. Recuperou das lesões e voltou a entrar numa arena, já este ano.

Em junho, a Praça de Touros da Figueira da Foz servia de palco a um regresso inesperado, depois do acidente de setembro de 2015. Ao Diário de Notícias, disse em entrevista que “acima de tudo”, o que lhe ia na alma, nesse momento do regresso, era “a responsabilidade de voltar a vestir a casaca, pisar a arena”, encontrar-se com o seu público “e partilhar cartel com os colegas”.

Depois, sem dúvida, a emoção de ter vencido uma etapa difícil da minha vida e poder voltar a fazer aquilo de que mais gosto: tourear”, disse ainda.

Meses mais tarde, na sua terra natal, Bastinhas voltou a atuar no Coliseu de Elvas, naquela que seria a sua última corrida. O seu estado de saúde começaria a agravar-se depois desse momento.

Bastinhas foi um dos mais conhecidos toureiros portugueses de sempre. O site toureiro.pt recorda a carreira do cavaleiro, com apresentação uma cavaleiro amador em 1969, na Monumental do Campo Pequeno, e que este ano celebrou 35 anos de alternativa.

Grande parte da década seguinte seria passada em Espanha até que, 9 de setembro de 1979, cumpria a sua prova de cavaleiro praticante na praça de touros de Vila Viçosa.  O dia 15 de maio de 1983 é outra data relevante no percurso de Bastinhas: foi o dia do seu “doutoramento”, dia em que tomou a alternativa de cavaleiro tauromáquico, em Évora.

Nesse dia teve José Mestre Baptista como padrinho e João Moura como testemunha. O primeiro touro que lidou, como profissional, veio da ganadaria João Branco Núncio.

No ano seguinte cumpre a sua confirmação de alternativa, na praça do Campo Pequeno. João Ribeiro Telles foi o seu padrinho e Paulo Caetano a sua testemunha.

O site toureiro.pt recorda ainda os vários toureiros que Bastinhas apadrinhou, entre 1984 e 2008: João Carlos Pamplona e Tiago Pamplona, Telo Semedo, Rui Santos, Ana Baptista, Miguel Duarte, Gaston Santos filho, Sónia Matias, Tiago Carreiras e o seu filho Marcos Tenório Bastinhas.

Era pai do também cavaleiro Marcos Tenório e de Ivan Nabeiro e casado com Helena Maria Gonçalves Nabeiro Tenório.

[em atualização]