O chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, lembrou esta segunda-feira o antigo Presidente da República Mário Soares, passados dois anos da sua morte, e considerou que os seus valores são mais importantes do que nunca.

Evoco sentidamente a personalidade do Dr. Mário Soares no segundo aniversário do seu falecimento. A sua memória é a memória de um cidadão empenhado na causa da liberdade e da democracia, que corajosamente lutou, antes e depois do 25 de abril de 1974, por um Portugal mais justo e mais solidário, mais desenvolvido”, escreveu Marcelo Rebelo de Sousa, numa mensagem publicada no portal da Presidência da República.

Num ano em que haverá eleições europeias, no final de maio, o chefe de Estado recordou Mário Soares também como “um europeísta convicto, que se bateu até ao fim da sua existência em defesa dos princípios fundadores de um projeto comum alicerçado no diálogo, no respeito mútuo e na tolerância”.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, “os valores de vida de Mário Soares, que pôs em prática como homem de cultura, como cidadão e como estadista, são hoje mais importantes do que nunca: a salvaguarda dos direitos humanos, o são convívio democrático, a justiça social e a abertura ao outro”.

“Constituem um património que devemos preservar, hoje e sempre, sendo essa a melhor forma de homenagearmos a memória do Presidente Mário Soares e o seu admirável patriotismo”, defendeu.

Mário Soares morreu no dia 7 de janeiro de 2017, aos 92 anos, em Lisboa.

Advogado, combateu a ditadura do Estado Novo, foi fundador e primeiro líder do PS. Regressado do exílio em França, após o 25 de Abril de 1974, foi ministro dos Negócios Estrangeiros, primeiro-ministro e Presidente da República durante dois mandatos, entre 1986 e 1996.

Como primeiro-ministro, pediu a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e assinou o respetivo tratado, em 1985.

Ferro Rodrigues evoca Soares lembrando a sua “insubmissão ao populismo”

O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, evocou esta segunda-feira o segundo ano da morte de Mário Soares, lembrando a atualidade da mensagem de “insubmissão ao populismo” do ex-chefe de Estado.