Rádio Observador

Violência Doméstica

Associação contra o femicídio alerta para crianças órfãs vítimas de violência doméstica

Associação diz que os efeitos do trauma na criança pela exposição à violência são complexos e podem afetar o seu desenvolvimento psicológico, emocional e cognitivo.

A Associação de Familiares e Amigas/os de Vítimas de Femicídio diz que "é urgente agir contra o massacre de mulheres em Portugal" e aponta que esta é uma realidade que "se observa pacificamente" no país

LUSA

A Associação de Familiares e Amigas/os de Vítimas de Femicídio — ACF alertou esta terça-feira para o número de crianças órfãs por causa de violência doméstica e defendeu que sejam vistas como vítimas.

Num manifesto, a ACF diz que “é urgente agir contra o massacre de mulheres em Portugal”, apontando que esta é uma realidade que “se observa pacificamente” no país. De acordo com a ACF, a violência doméstica é um crime com impacto social que “destrói famílias inteiras”, acusando o Estado de abandonar estas mesmas famílias.

A associação questiona se alguém sabe o que acontece às crianças que ficam órfãs de mãe e diz que existem “cerca de mil crianças órfãs” em Portugal em resultado da violência doméstica, que “são completamente esquecidas pelo sistema”.

Estas crianças têm de ser vistas como vítimas. Vítimas que necessitam de uma intervenção social integrada. Não podem simplesmente ser vistas como um ‘complemento da mãe’, mas como um sujeito com necessidades específicas, num contexto relacional impregnado pela violência”, lê-se no manifesto.

A associação aponta que os efeitos do trauma na criança pela exposição à violência são complexos e podem afetar o seu desenvolvimento psicológico, emocional e cognitivo.

“Todas as instituições, bem como as/os profissionais envolvidas/os devem ser considerados cúmplices destes crimes”, defende.

Para a ACF, esta realidade “é o espelho de um país que cultiva a desigualdade” e onde “ninguém é responsabilizado por nada”.

Questiona quando é que se começa a prender quem comete crimes públicos, como é o caso da violência doméstica, e onde estão os apoios locais para ajudar as vítimas. Pergunta também onde está a Assembleia da República “que legisla sem ter em conta os alertas das entidades que trabalham no terreno” e que se “entretém, com os dinheiros públicos, a ‘brincar’ às teorias/modelos de guardas conjuntas, residências alternadas”.

Esta terça-feira, uma criança de dois anos foi alegadamente morta pelo pai, tendo o corpo sido encontrado dentro da bagageira de um carro. Momentos depois, o homem foi encontrado morto. O homem estava a ser procurado pela polícia por alegadamente ter assassinado a sogra na segunda-feira de manhã. O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária e estará relacionado com um caso de violência doméstica e de regulação das responsabilidades parentais.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)