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Bombeiros

Liga afirma que a dívida do Ministério da Saúde aos bombeiros ultrapassa os 35 milhões de euros

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A Liga dos Bombeiros Portugueses refere que a dívida ultrapassa os 35 milhões de euros e que as "Associações e corpos de bombeiros estão à beira da rutura devido aos atrasos nos pagamentos".

A LBP adianta que tem vindo a alertar o Ministério da Saúde para a situação, que está "a causar gravíssimos prejuízos a associações e corpos de bombeiros de todo o país"

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) esclareceu esta sexta-feira que a dívida do Ministério da Saúde às corporações de bombeiros ultrapassa os 35 milhões de euros.

Num comunicado divulgado anteriormente, a LBP referia que a dívida ultrapassava os 28 milhões de euros.

As associações e corpos de bombeiros estão à beira da rutura devido aos atrasos nos pagamentos dos serviços prestados ao Ministério da Saúde, com particular incidência nos hospitais, cuja dívida acumulada já ultrapassa os 35 milhões de euros, nalguns casos há mais de um ano”, refere a Liga, num novo comunicado.

A LBP adianta que tem vindo a alertar regularmente o Ministério da Saúde para a situação, que está “a causar gravíssimos prejuízos a associações e corpos de bombeiros de todo o país”.

A Liga sublinha que solicitou uma audiência ao secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, para alertar o Governo “mais uma vez para o risco iminente da interrupção da prestação do serviço tendo em conta os graves prejuízos acumulados e a incapacidade de os bombeiros continuarem a arcar com todos os custos inerentes”.

“LBP pretende ver calendarizada a amortização da dívida e garantido o cumprimento das regras estabelecidas que as unidades hospitalares não cumprem”, indica ainda aquela confederação representativa das associações humanitárias dos bombeiros voluntários, sublinhando que ainda não obteve qualquer resposta ao pedido de reunião.

A Liga recorda que “no passado sucessivas promessas do Ministério da Saúde para a regularização das dívidas nunca foram cumpridas”, motivo pelo qual “a gravidade da situação continue a acentuar-se”. A Liga dos Bombeiros quer também ver resolvidas outras questões relacionadas com o transporte de doentes não urgentes, nomeadamente o tempo de espera nos hospitais para recuperar as macas que ficam retidas nas urgências, nalguns casos mais de sete horas, o que impossibilita as ambulâncias de intervirem em mais situações de socorro durante esse período.

Segundo a LBP, os bombeiros são responsáveis por 98% do transporte de doentes não urgentes, pelo socorro em acidentes e outras intervenções de pré-hospitalar que representam 85% dos serviços executados a solicitação do INEM no âmbito do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM).

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