Cinema

BAFTA. Na noite do cinema britânico, “A Favorita” foi o grande vencedor

175

O filme passado no século XVIII, no reinado da rainha Ana de Inglaterra, ganhou cinco categorias. Olivia Colman, que fez de Ana, foi a "Melhor Atriz". "Roma" foi considerado o "Melhor Filme".

Olivia Colman ganhou o BAFTA de "Melhor Atriz" pelo papel de rainha Ana, em "The Favourite"

Getty Images

“A Favorita” foi o grande vencedor da edição deste ano dos BAFTA, os prémios da academia britânica de cinema. O filme realizado por Yorgos Lanthimos com Olivia Colman no papel principal ganhou em cinco categorias, incluindo na de “Melhor Atriz” e na de “Melhor Filme Britânico”. Colman, que subiu ao palco já perto do final da cerimónia, conduzida pela atriz Joanna Lumley, disse que não conseguia agradecer o suficiente pela oportunidade que teve ao entrar em “A Favorita”.

Rachel Weisz, que fez de Lady Sarah Churchill na comédia do século XVIII, passada na corte da rainha Ana de Inglaterra, ganhou o BAFTA de “Melhor Atriz Secundária”. No discurso de aceitação no Royal Albert Hall, em Londres, a atriz disse ter tido muita sorte em ter entrado em “A Favorita” juntamente com “duas mulheres gloriosas”, Olivia Colman e Emma Stone. Esta última estava também nomeada para “Melhor Atriz Secundária”.

O BAFTA de “Melhor Filme” foi, no entanto, para “Roma”, produzida pela Netflix. A longa-metragem realizada pelo mexicano Alfonso Cuarón e inspirada na infância deste na Cidade do México tem sido um dos favoritos nesta época de prémios, tendo arrecadado os Globos de Ouro de “Melhor Realizador” e de “Melhor Filme Estrangeiro”. Espera-se que esta tendência seja seguida nos Óscares, que se realizam no final do mês. No discurso de aceitação, Cuarón chamou a atenção para o facto de o filme contar a história de “uma trabalhadora doméstica indígena, numa época em que o medo e a raiva nos divide”. Isto “significa o mundo para mim”, afirmou o realizador.

Sem grandes surpresas foi também a atribuição do BAFTA de “Melhor Ator” a Rami Malek pelo seu desempenho no filme sobre os Queen, “Bohemian Rhapsody”. “Ainda não consigo acreditar que faço parte do grupo de atores que respeito e admiro”, afirmou Malek no Royal Abert HAll. A longa-metragem, que venceu o Globo de Ouro de “Melhor Filme” para o choque de muitos, venceu também na categoria de “Melhor Edição Sonora”. O “Melhor Ator Secundário” foi Mahershala Ali, que entrou em “Green Book”.

“A Star is Born”, o primeiro filme de Lady Gaga realizado por Bradley Cooper, que muito tem dado de falar, ganhou um único BAFTA — o de “Melhor Banda Sonora”. No discurso de agradecimento, Cooper agradeceu a oportunidade de realizar “um sonho” que sempre achou que nunca ia acontecer. Gaga, que não pôde estar presentar porque vai atuar ainda esta noite na cerimónia de entrega dos Grammys, em Los Angeles, reagiu ao prémio nas redes sociais: “Fizemos um filme sobre música. Isto significa tudo para mim. Obrigada a todos os meus fãs, gostamos muito de vocês”, escreveu no Twitter.

A lista completa dos vencedores dos BAFTA de 2019 é a seguinte:

  • Melhor Filme: “Roma”;
  • Melhor Atriz: Olivia Colman, em “The Favourite”
  • Melhor Ator: Rami Malek, em “Bohemian Rhapsody”;
  • Melhor Atriz Secundária: Rachel Weisz, em “The Favourite”;
  • Melhor Ator Secundário: Mahershala Ali, em “Green Book”;
  • Melhor Realizador: Alfonso Cuarón, por “Roma”;
  • Melhor Filme Estrangeiro: “Roma” (México);
  • Melhor Documentário: “Free Solo”, de Elizabeth Chai Vasarhelyi, Jimmy Chin, Evans Hayes e Shannon Dill;
  • Melhor Filme de Animação: “Spider-Man: Into the Spider-verse”;
  • Melhor Argumento Original: “The Favourite” (Deborah Davis e Tony McNamara);
  • Melhor Argumento Adaptado: “BlackkKlansman” (Spike Lee, David Rabinowitz, Charlie Wachtel e Kevin Willmott);
  • Melhor Banda Sonora: “A Star is Born”;
  • Melhor Fotografia: “Roma”;
  • Melhor Edição: “Vice”;
  • Melhor Direção de Arte: “The Favourite”;
  • Melhor Guarda-Roupa: “The Favourite” (Sany Powell);
  • Melhor Caracterização: “The Favourite”;
  • Melhor Edição Sonora: “Bohemian Rhapsody”;
  • Melhores Efeitos Especiais: “Black Panther”.

Categorias do cinema britânico

  • Melhor Filme Britânico: “The Favourite”;
  • Melhor Estreia de um Realizador, Produtor ou Argumentista Britânico: “Beast”, escrito e dirigido por Michael Pearce e dirigido por Lauren Dark;
  • Melhor Curta Britânica: “73 Cows”;
  • Melhor Curta de Animação Britânica: “Roughhouse”;
  • Prémio EE Rising Star (votação público): Letitia Wright.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rcipriano@observador.pt
Cinema

Amigos improváveis e a solidão dos revolucionários

António Pimenta de Brito

O filme “Greenbook” é um hino a uma liberdade que pode fazer tudo, uma liberdade que, mesmo com condicionantes, não desiste das suas possibilidades, na busca pela felicidade, dignidade e amor.

Inovação

Os Pilares da Digitalização

João Epifânio

Pilar fundamental para o desenvolvimento da economia digital é a capacidade de incluir todos os cidadãos e empresas garantindo condições de igualdade de acesso à informação e a redução da infoexclusão

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)