Luís Marques Mendes

Marques Mendes confirma “mini-remodelação” no Governo

No habitual espaço de comentário na SIC, Marques Mendes afirmou que, com a saída da Pedro Marques do Governo, Pedro Nuno Santos e Nelson de Souza vão ser promovidos a ministros.

Marques Mendes é um advogado e antigo dirigente do partido social-democrata. Atualmente, é conselheiro de estado

CARLOS BARROSO/LUSA

Luís Marques Mendes, antigo líder do PSD e advogado, afirmou no espaço habitual de comentário na SIC que vai haver uma “mini-remodelação” no governo socialista. “Pedro Nuno Santos, passa de secretário de estado a ministro das infraestruturas”, afirmou o comentador, uma notícia confirmada pelo Observador depois de avançada primeiramente pelo Expresso. Já Nelson de Souza, atual secretário de estado de Desenvolvimento e Coesão, vai ficar a cargo de um novo ministério, o do planeamento.

“Pedro Marques [como cabeça de lista às europeias] é o segredo mais mal guardado, vai ser anunciado no sábado, na convenção do PS”, continua a garantir Marques Mendes. O novo dado apresentado esta semana é a possibilidade Maria Manuel Leitão Marques, atual ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, estar a ser pensada para estas listas. Contudo, “ainda não é certo”, mas é o nome a ser pensado tendo em conta que Francisco Assis não vai figurar nas listas dos socialistas às europeias.

Com a saída de Pedro Nuno Santos da secretaria de Estado dos Assuntos Parlamentares, Marques Mendes afirma que Mariana Vieira da Silva vai passar a ocupar este cargo, deixando de ser secretária de Estado Adjunta de António Costa.

Estes nomes devem ser confirmados a 17 de fevereiro, logo após o fim da convenção do partido socialista.

O jurista aproveitou o espaço de comentário para criticar a greve dos enfermeiros. Segundo Marques Mendes, apesar de a causa destes profissionais da saúde ter sido vista como “necessária” e “justa”, atualmente estão a “abusar” da greve: “acho que ultrapassaram os limites do razoável”, disse.

Referindo-se ao crowdfunding para financiar esta manifestação, criticou a forma e a não transparência da mesma quanto aos doadores: “os enfermeiros deviam ser os primeiros interessados em deixar tudo clarinho”. Já a requisição civil, este foi uma decisão do Governo: “É uma decisão juridicamente arriscada mas politicamente correta e necessária”.

O atual conselheiro de Estado falou também do primeiro congresso do Aliança, o partido criado por Pedro Santa Lopes depois de ter perdido as eleições internas no PSD contra Rui Rio. “Temos de salientar duas figuras políticas [neste congresso]: Paulo Sande e Santana Lopes”, afirmou. “Se Pedro Sande for eleito não tenho dúvidas que vai ser um ótimo deputado no Parlamento Europeu”, continuou

Pedro Santana Lopes quer afirmar-se como líder da oposição ao Governo. Diz: ‘Não sou Rui Rio nem Assunção Cristas'”, afirmou Marques Mendes, deixando o recado: “o PSD tem de cuidar-se”.

Esta semana, o advogado falou também da visita do Presidente da República ao Bairro da Jamaica, elogiando a mesma, opôs-se à forma como a questão da violência doméstica continua a ser relegada para segundo plano na política e sociedade, afirmando que deve haver penas mais pesadas. O social democrata mencionou também a entrevista de António Costa à SIC, afirmando que o primeiro-ministro está a perder força política que não vai conseguir chegar à maioria absoluta nas legislativas.

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