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PCP acompanha “injustiça” sentida por professores face à resistência do Governo

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Segundo Jerónimo de Sousa, "houve uma proposta mínima", mas é necessária "uma negociação franca e aberta, que não está a acontecer". E por isso os professores reagem "em defesa dos seus direitos".

O secretário-geral da FENPROF declara que "o que o Governo está a tentar eliminar ilegalmente é tempo que as pessoas trabalharam, tempo que pertence aos professores"

JOÃO RELVAS/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O líder comunista, Jerónimo de Sousa, acompanhou esta segunda-feira o “sentimento de profunda injustiça” transmitido pelos professores face à resistência do Governo em negociar a reposição do tempo de serviço e respetiva progressão nas carreiras.

Verificamos que o Governo tem resistido a essas negociações, o que leva a um sentimento de profunda injustiça do movimento sindical docente. Nós acompanhamos esta preocupação e posicionamento, na medida em que é sabido que, no quadro do Orçamento [do Estado para 2019], apresentámos uma proposta que teria resolvido o problema”, disse o secretário-geral do PCP, na sede nacional do partido, em Lisboa, após um encontro com a plataforma que reúne dez organizações sindicais dos professores.

Segundo Jerónimo de Sousa, “houve uma proposta mínima, mas que exigia claramente, além da reposição do tempo de serviço, simultaneamente, um diálogo e uma negociação franca e aberta, que não está a acontecer, o que leva à necessidade que estes professores têm de reagir e agir em defesa dos seus direitos legítimos”. “Não estão aqui a inventar uma proposta nova, um aumento novo”, reforçou o líder do PCP.

O secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, condenou a “intransigência do Governo e de António Costa, o primeiro-ministro, para resolver uma coisa que não pode adiar nem deixar de resolver – a recuperação do tempo de serviço, que os professores cumpriram na totalidade e que este Governo lhes quer roubar”.

O ano de “2018 acabou, o Governo até ao final não abriu mão de eliminar seis anos e meio de serviço que as pessoas trabalharam. O que o Governo está a tentar eliminar ilegalmente é tempo que as pessoas trabalharam, tempo que pertence aos professores, de tal ordem que o Presidente da República vetou um decreto lei que o Governo aprovou impondo essa eliminação”, continuou, prometendo novo protesto para 21 de fevereiro, junto ao Conselho de Ministros e ao parlamento, em Lisboa, além de uma grande manifestação para março.

Mário Nogueira acrescentou que, a manter-se o atual estado de coisas, o terceiro período letivo de 2019 pode vir a ser bastante “atribulado” pela luta dos docentes, embora excluindo greves “financiadas de fora”, como acontece com o denominado “crowdfundind” (angariação de verbas) da atual paralisação “cirúrgica” dos enfermeiros.

“O Orçamento [do Estado de 2019] voltou a introduzir a norma da recuperação integral, embora com negociação do modo e do prazo e o Governo, até agora, recusou iniciar a negociação e o primeiro-ministro, há muito pouco tempo, disse até que não estava para se entreter com os sindicatos de professores e, portanto, não iria haver negociação nenhuma”, lamentou.

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