A presidente do CDS-PP admitiu esta terça-feira avançar com uma proposta de revisão constitucional para que o governador do Banco de Portugal seja nomeado pelo Presidente da República, mediante proposta do Governo, e depois de ouvido no parlamento.

À margem de uma reunião no Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, Assunção Cristas foi questionada sobre o projeto de resolução apresentado na segunda-feira pelo BE, que pede ao Governo a exoneração de Carlos Costa na sequência do seu envolvimento na concessão de créditos quando fazia parte da administração da Caixa Geral de Depósitos.

Sobre a questão do governador do Banco de Portugal, o CDS há muito tempo que defende que o governador deve ser nomeado de uma forma muitíssimo diferente”, referiu a centrista, acrescentando que “há a questão de saber se é preciso uma revisão constitucional ou não, para podermos ter o Presidente da República a nomear o governador do Banco de Portugal mediante proposta do Governo, e depois de ouvido no parlamento”.

Assim, assinalou, o CDS-PP admite avançar, “muito provavelmente ainda nesta legislatura, com essa proposta”.

Relativamente à idoneidade do governador para continuar nas funções que desempenha, Assunção Cristas considerou que “parece bastante evidente que há uma situação de fragilidade”.

Mas, para a líder do CDS-PP, “também parece evidente que, estando uma comissão parlamentar de inquérito para começar o seu trabalho, e havendo a proposta de ser a primeira pessoa a ser ouvida, é natural que se queira ouvir primeiro antes de retirar conclusões”.