Rádio Observador

Venezuela

Bulgária bloqueia “milhões de euros” de transferências da petrolífera venezuelana PDVSA

Sófia anulou uma conta num banco através da qual o dinheiro foi transferido da empresa de petróleo estatal da Venezuela para outros países. Caracas estaria a tentar furar as sanções dos EUA.

De acordo com o procurador-geral, a conta suspeita, que inclui contas derivadas, foi aberta por um advogado binacional búlgaro

MIGUEL GUTIERREZ/EPA

Bulgária bloqueou, a pedido dos Estados Unidos, vários “milhões de euros” de transferências feitas pela companhia petrolífera venezuelana através deste país em violação das sanções dos EUA, anunciou esta quarta-feira a Procuradoria-geral búlgara.

Segundo o procurador-geral, Sotir Tsatsarov, Sófia anulou uma conta aberta num banco da Bulgária através da qual o dinheiro foi transferido da PDVSA — empresa de petróleo estatal da Venezuela — para outros países.

Em conferência de imprensa, em Sófia, Dimitar Gueorguiev, diretor da Agência Nacional de Segurança búlgara, indicou tratar-se de “milhões de euros”.

A Bulgária, que foi alertada por Washington, “verificou todo o seu sistema bancário para averiguar se outras transferências venezuelanas foram recebidas e se algum dinheiro foi transferido para o exterior”, indicou Dimitar Gueorguiev.

Por seu turno, o embaixador dos EUA na Bulgária, Eric Rubin, salientou que o “objetivo é garantir que a riqueza do povo venezuelano não seja roubada” em favor do regime.

De acordo com o procurador-geral, a conta suspeita, que inclui contas derivadas, foi aberta por um advogado. “As transferências a partir desta conta não têm nada a ver com as suas atividades de advogado”, referiu a mesma fonte. Este, suscetível de ser processado por “lavagem de dinheiro”, não se encontra atualmente na Bulgária, acrescentou o procurador-geral.

Carlos Paparoni, presidente da Comissão de Finanças da Assembleia Nacional da Venezuela, escreveu, na sua conta da rede social Twitter, que a PDVSA tentou desviar fundos públicos através da Bulgária.

Tanto os EUA como a Bulgária reconheceram o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como presidente interino da Venezuela para que convoque eleições livres e justas. Os Estados Unidos adotaram sanções contra a PDVSA, cujo objetivo é cortar o financiamento ao regime da Venezuela, país que retira da indústria petrolífera quase 96% dos rendimentos.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando Juan Guaidó se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro. Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceu Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

A repressão dos protestos antigovernamentais desde 23 de janeiro provocou já 40 mortos, de acordo com várias organizações não-governamentais.

À crise política soma-se a uma grave crise económica e social que levou 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados das Nações Unidas.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Socialismo

Má-fé socialista /premium

José Miguel Pinto dos Santos
780

Não é a situação social em Portugal muito melhor que na Venezuela — e que nos outros países socialistas? Sim, mas quem está mais avançado na implantação do socialismo, Portugal ou Venezuela?

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)