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Catalunha

Espanha. Parlamento Europeu não autoriza conferência de independentistas por razões de segurança

A conferência "A Catalunha e o julgamento do referendo: um desafio para a UE" teria Carles Puigdemont e Quim Torras como oradores. Evento pode colocar em causa "a segurança e ordem pública".

Puigdemont iria falar esta segunda-feira em Bruxelas

FELIPE TRUEBA/EPA

O Parlamento Europeu anunciou esta sexta-feira que não autoriza a conferência que Carles Puigdemont, ex-presidente da Generalitat, e o seu antecessor, Quim Torras, iriam realizar na próxima segunda-feira na sua sede, em Bruxelas. Segundo um comunicado da entidade, o evento pode colocar em causa “a segurança e ordem pública”.

De acordo com o El Español, a decisão foi tomada depois de Antonio Tajani, presidente do Parlamento Europeu, ter recebido uma carta conjunta enviada pelo Partido Popular (PP), pelo Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e pelo Ciudadanos, onde os três partidos solicitam a proibição da conferência, argumentando que Bruxelas “não dev ia aceitar alguém que está fugido da justiça espanhola e que exibiu repetidamente desobediência às ordens e advertências do Tribunal Constitucional”.

Antonio Tajani considerou que “de acordo com a análise, há um alto risco de que a conferência possa ameaçar a manutenção da ordem pública nas instalações do Parlamento”. 

A análise tem em conta vários elementos, incluindo a recente ocupação por manifestantes dos edifícios do Parlamento Europeu e da Comissão em Barcelona, as tensões ligadas ao julgamento contra os líderes da independência catalã, que começou a 12 de fevereiro, a falta de informação sobre os participantes do evento e, essencialmente, sobre a possibilidade de incidentes dentro ou à volta da sede do Parlamento”, lê-se ainda na nota enviada pelo Parlamento Europeu.

A conferência da próxima segunda-feira tinha como tema “A Catalunha e o julgamento do referendo: um desafio para a UE”. O cartaz anuncia tanto Puigdemont e Torra como “presidente catalão”, algo que o PSOE, o PP e o Ciudadanos dizem tratar-se de “uma usurpação do nome de uma posição do qual foi legalmente destituído”.

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