A presidente da SIBS disse esta terça-feira que cabe a cada banco cobrar por transferências por MB Way, depois de, no início do mês, o BPI ter anunciado o pagamento desse serviço e de outros bancos admitirem fazer o mesmo.

“É do foro comercial de cada um dos bancos”, disse Madalena Tomé, em Alfragide (Amadora), na apresentação do SIBS API Market, uma plataforma que permite o desenvolvimento de serviços de pagamentos entre vários agentes de mercado, como bancos e novas empresas tecnológicas financeiras (fintech).

A responsável da empresa gestora da rede Multibanco afirmou que na aplicação MB Way as “operações são na sua essência gratuitas, com exceção das transferências, cujo preçário é da responsabilidade dos bancos“.

Madalena Tomé vincou que, atualmente, os 22 bancos que participam no MB Way ainda isentam as transferências feitas através deste serviço, apesar de no seu precário já poderem ter referido o custo, e que a decisão de passar a cobrar é desses mesmos bancos.

Presente na cerimónia de apresentação da plataforma API Market esteve esta terça-feira o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, que não respondeu à questão sobre se o Governo equaciona legislar para proibir os bancos de cobrarem por transferências no MB Way, tal como é proibido cobrar por transferências feitas em caixas da rede Multibanco.

Já a presidente executiva da SIBS, questionada sobre se teme que a cobrança leve os consumidores a perderem interesse neste serviço, disse que o “MB Way é a ‘wallet’ preferida dos portugueses” e que acredita que continuarão a utilizá-la pela conveniência que permite.

No início de fevereiro foi conhecido que, a partir de 1 de maio, o BPI vai passar a cobrar 1,20 euros por transferências que se realizem através da ‘app’ MB Way.

Questionado pela Lusa, fonte oficial do BPI confirmou então que o banco passará a cobrar quando um cliente seu dá ordens de transferência usando a aplicação MB Way, mas acrescentou que já na BPI App é também possível fazer transferências MBWay e que “neste canal o preçário continua isento (0 euros) para todos os clientes BPI”.

Já o Santander Totta disse que, atualmente, não cobra comissões em transferências MBWay e que ainda não decidiu sobre uma futura cobrança, mas considerou que “é normal que, sendo um serviço prestado, venha a ser cobrado”.

Pela Caixa Geral de Depósitos, fonte oficial afirmou que “a Caixa não está a cobrar comissões de transações em MBWay”, ou seja, está a isentar de taxas este serviço, isto “apesar de já ter há vários meses o valor de 0,20 euros no preçário”.

Por seu lado, o BCP disse que desde o lançamento do serviço MB WAY “não aplica o seu preçário para estas transferências”. O banco tem inscrito um valor de 1,30 euros por cada transferência para contas de outro banco usando MB WAY.

O Novo Banco não respondeu às questões da Lusa.